<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963</id><updated>2012-02-16T06:16:50.197-08:00</updated><category term='matar'/><category term='animais'/><category term='sexo'/><category term='AUGUSTO DOS ANJOS'/><category term='ar'/><category term='formas'/><category term='resultado'/><category term='NOITE'/><category term='poço'/><category term='AMOR'/><category term='assombra'/><category term='enxutos'/><category term='éolo'/><category term='MUNDO'/><category term='latindo'/><category term='CURIOSIDADES'/><category term='força'/><category term='DEUS'/><category term='velho'/><category term='mulher'/><category term='CURIOSIDADE'/><category term='MORTE'/><category term='vida'/><category term='rua'/><category term='corpo'/><category term='porta'/><category term='ponte'/><category term='homens'/><category term='SONETO'/><category term='mãe'/><category term='carnes'/><category term='centrípeta'/><category term='perdão'/><category term='AS CISMAS DO DESTINO'/><category term='politica de privacidade'/><category term='matéria'/><category term='FRIO'/><category term='terra'/><category term='asa'/><category term='água'/><category term='PAI'/><category term='forma'/><category term='livre'/><category term='VERSOS'/><category term='olho'/><category term='insanas'/><category term='CAIXÃO'/><category term='caveira'/><category term='HUMANIDADE'/><category term='HOMEM'/><category term='caixa'/><category term='incógnitas'/><category term='livro'/><category term='olhos'/><category term='nome'/><category term='OS DOENTES'/><category term='contrato'/><category term='vivo'/><category term='sangue'/><category term='ESQUELETO'/><category term='sonho'/><category term='SOL'/><category term='cachorro'/><category term='FILHO'/><category term='POEMA'/><category term='coração'/><category term='envelhecimento'/><category term='BIOGRAFIA'/><category term='vinho'/><category term='boca'/><category term='quarto'/><category term='cor'/><category term='alma'/><category term='matou'/><category term='estrangulada'/><category term='mamárias'/><category term='morfogênese'/><category term='cabeça'/><title type='text'>AUGUSTO DOS ANJOS</title><subtitle type='html'>AUGUSTO DOS ANJOS, VIDA E OBRA, BIOGRAFIA, POEMAS E POESIAS DE MORTE, AMOR. TEXTOS E FRASES.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>O Ilusionista</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>43</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-1457979400688365108</id><published>2009-07-17T11:00:00.000-07:00</published><updated>2009-07-17T07:24:21.686-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BIOGRAFIA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CURIOSIDADE'/><title type='text'>CURIOSIDADES BIOGRAFICAS</title><content type='html'>* Um personagem constante em seus poemas é um pé de tamarindo que ainda hoje existe no Engenho Pau d'Arco.&lt;br /&gt;    * Seu amigo Órris Soares conta que Augusto dos Anjos costumava compor "de cabeça", enquanto gesticulava e pronunciava os versos de forma excêntrica, e só depois transcrevia o poema para o papel.&lt;br /&gt;    * De acordo com Eudes Barros, quando morava no Rio de Janeiro com a irmã, Augusto dos Anjos costumava compor no quintal da casa, em voz alta, o que fazia sua irmã pensar que era doido.&lt;br /&gt;    * Embora tenha morrido de pneumonia, tornou-se conhecida a história de que Augusto dos Anjos morreu de tuberculose, talvez porque esta doença seja bastante mencionada em seus poemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: SITE DA WIKIPÉDIA (pt . wikipedia . org)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-1457979400688365108?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/1457979400688365108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/1457979400688365108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/curiosidades-biograficas.html' title='CURIOSIDADES BIOGRAFICAS'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-5883071988725740349</id><published>2009-07-17T07:25:00.001-07:00</published><updated>2009-07-17T07:25:37.919-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BIOGRAFIA'/><title type='text'>AUGUSTO DOS ANJOS</title><content type='html'>Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos (Cruz do Espírito Santo, 20 de abril de 1884 - Leopoldina, 12 de novembro de 1914) foi um poeta brasileiro, identificado muitas vezes como simbolista ou parnasiano. Mas muitos críticos, como o poeta Ferreira Gullar, concordam em situá-lo como pré-moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É conhecido como um dos poetas mais críticos do seu tempo, e até hoje sua obra é admirada tanto por leigos como por críticos literários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É patrono da cadeira número 1 da Academia Paraibana de Letras, que teve como fundador o jurista e ensaísta José Flósculo da Nóbrega e como primeiro ocupante o seu biógrafo Humberto Nóbrega, sendo ocupada, atualmente, por José Neumanne Pinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: SITE DA WIKIPÉDIA (pt . wikipedia . org)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-5883071988725740349?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/5883071988725740349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/5883071988725740349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/07/augusto-dos-anjos.html' title='AUGUSTO DOS ANJOS'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-4346931103158490869</id><published>2009-07-17T07:24:00.000-07:00</published><updated>2009-07-17T07:25:09.968-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BIOGRAFIA'/><title type='text'>AUGUSTO DOS ANJOS - BIOGRAFIA</title><content type='html'>BIOGRAFIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Augusto dos Anjos nasceu no engenho Pau d'Arco, no município de Sapé, estado da Paraíba. Foi educado nas primeiras letras pelo pai e estudou no Liceu Paraibano, onde viria a ser professor em 1908. Precoce poeta brasileiro, compôs os primeiros versos aos 7 anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1903, ingressou no curso de Direito na Faculdade de Direito do Recife, bacharelando-se em 1907. Em 1910 casa-se com Ester Fialho. Seu contato com a leitura, influenciaria muito na construção de sua dialética poética e visão de mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a obra de Herbert Spencer, teria aprendido a incapacidade de se conhecer a essência das coisas e compreendido a evolução da natureza e da humanidade. De Ernst Haeckel, teria absorvido o conceito da monera como princípio da vida, e de que a morte e a vida são um puro fato químico. Arthur Schopenhauer o teria inspirado a perceber que o aniquilamento da vontade própria seria a única saída para o ser humano. E da Bíblia Sagrada ao qual, também, não contestava sua essência espiritualística, usando-a para contrapor, de forma poeticamente agressiva, os pensamentos remanescentes, em principal os ideais iluministas/materialistas que, endeusando-se, se emergiam na sua época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa filosofia, fora do contexto europeu em que nascera, para Augusto dos Anjos seria a demonstração da realidade que via ao seu redor, com a crise de um modo de produção pré-materialista, proprietários falindo e ex-escravos na miséria. O mundo seria representado por ele, então, como repleto dessa tragédia, cada ser vivenciando-a no nascimento e na morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedicou-se ao magistério, transferindo-se para o Rio de Janeiro, onde foi professor em vários estabelecimentos de ensino. Faleceu em 12 de novembro de 1914, às 4 horas da madrugada, aos 30 anos, em Leopoldina, Minas Gerais, onde era diretor de um grupo escolar. A causa de sua morte foi a pneumonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante sua vida, publicou vários poemas em periódicos, o primeiro, Saudade, em 1900. Em 1912, publicou seu livro único de poemas, Eu. Após sua morte, seu amigo Órris Soares organizaria uma edição chamada Eu e Outras Poesias, incluindo poemas até então não publicados pelo autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: SITE DA WIKIPÉDIA (pt . wikipedia . org)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-4346931103158490869?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/4346931103158490869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/4346931103158490869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/07/augusto-dos-anjos-biografia.html' title='AUGUSTO DOS ANJOS - BIOGRAFIA'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-332874420949083310</id><published>2009-07-17T07:15:00.000-07:00</published><updated>2009-07-17T07:19:27.731-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BIOGRAFIA'/><title type='text'>AUGUSTO DOS ANJOS - OBRAS POETICAS</title><content type='html'>OBRA POÉTICA&lt;br /&gt;A poesia brasileira estava dominada por simbolismo e parnasianismo, dos quais o poeta paraibano herdou algumas características formais, mas não de conteúdo. A incapacidade do homem de expressar sua essência através da "língua paralítica" (Anjos, p. 204) e a tentativa de usar o verso para expressar da forma mais crua a realidade seriam sua apropriação do trabalho exaustivo com o verso feito pelo poeta parnasiano. A erudição usada apenas para repetir o modelo formal clássico é rompida por Augusto dos Anjos, que se preocupa em utilizar a forma clássica com um conteúdo que a subverte, através de uma tensão que repudia e é atraída pela ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra de Augusto dos Anjos pode ser dividida, não com rigor, em três fases, a primeira sendo muito influenciada pelo simbolismo e sem a originalidade que marcaria as posteriores. A essa fase pertencem Saudade e Versos Íntimos. A segunda possui o caráter de sua visão de mundo peculiar. Um exemplo dessa fase é o soneto Psicologia de um Vencido. A última corresponde à sua produção mais complexa e madura, que inclui Ao Luar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua poesia chocou a muitos, principalmente aos poetas parnasianos, mas hoje é um dos poetas brasileiros que mais foram reeditados. Sua popularidade se deveu principalmente ao sucesso entre as camadas populares brasileiras e à divulgação feita pelos modernistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia diversas editoras brasileiras publicam edições de Eu e Outros Poemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: SITE DA WIKIPÉDIA (pt . wikipedia . org)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-332874420949083310?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/332874420949083310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/332874420949083310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/07/augusto-dos-anjos-obras-poeticas.html' title='AUGUSTO DOS ANJOS - OBRAS POETICAS'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-5621376455710909204</id><published>2009-07-17T07:07:00.000-07:00</published><updated>2009-07-17T07:22:35.670-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CURIOSIDADES'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BIOGRAFIA'/><title type='text'>AUGUSTO DOS ANJOS - CURIOSIDADES DA OBRA LITERARIA</title><content type='html'>CURIOSIDADES DA OBRA LITERÁRIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Um exemplar do Eu faz parte da biblioteca da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, por causa dos termos científicos que Augusto dos Anjos utilizava em suas composições.&lt;br /&gt;    * "Eu e outras poesias" (disponível gratuitamente em PDF) é a reunião do livro "Eu" (publicado em vida) a outras poesias que foram acrescentadas postumamente à obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: SITE DA WIKIPÉDIA (pt . wikipedia . org)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-5621376455710909204?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/5621376455710909204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/5621376455710909204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/07/augusto-dos-anjos-curiosidades-da-obra.html' title='AUGUSTO DOS ANJOS - CURIOSIDADES DA OBRA LITERARIA'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-7068313489530292862</id><published>2009-01-25T05:53:00.000-08:00</published><updated>2009-04-09T04:28:06.123-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='olhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='enxutos'/><title type='text'>O MARTIRIO DO ARTISTA</title><content type='html'>Arte ingrata! E conquanto, em desalento,&lt;br /&gt;A órbita elipsoidal dos olhos lhe arda,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Busca exteriorizar o pensamento&lt;br /&gt;Que em suas fronetas células guarda!&lt;br /&gt;Tarda-lhe a Idéia! A inspiração lhe tarda!&lt;br /&gt;E ei-lo a tremer, rasga o papel, violento,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o soldado que rasgou a farda&lt;br /&gt;No desespero do último momento!&lt;br /&gt;Tenta chorar e os olhos sente enxutos!...&lt;br /&gt;É como o paralítico que, à míngua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da própria voz e na que ardente o lavra&lt;br /&gt;Febre de em vão falar, com os dedos brutos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para falar, puxa e repuxa a língua,&lt;br /&gt;E não lhe vem à boca uma palavra!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-7068313489530292862?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/7068313489530292862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/7068313489530292862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/o-martirio-do-artista.html' title='O MARTIRIO DO ARTISTA'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-3134419403844064766</id><published>2009-01-25T05:35:00.000-08:00</published><updated>2009-04-09T04:29:13.793-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='asa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HOMEM'/><title type='text'>ASA DE CORVO</title><content type='html'>Asa de corvos carniceiros, asa&lt;br /&gt;De mau agouro que, nos doze meses,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cobre às vezes o espaço e cobre às vezes&lt;br /&gt;O telhado de nossa própria casa...&lt;br /&gt;Perseguido por todos os reveses,&lt;br /&gt;É meu destino viver junto a essa asa,&lt;br /&gt;Como a cinza que vive junto à brasa,&lt;br /&gt;Como os Goncourts, como os irmãos siameses!&lt;br /&gt;È com essa asa que eu faço este soneto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a indústria humana faz o pano preto&lt;br /&gt;Que as famílias de luto martiriza...&lt;br /&gt;É ainda com essa asa extraordinária&lt;br /&gt;Que a Morte -a costureira funerária -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cose para o homem a última camisa!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-3134419403844064766?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/3134419403844064766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/3134419403844064766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/asa-de-corvo.html' title='ASA DE CORVO'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-8042293911628512389</id><published>2009-01-25T05:34:00.002-08:00</published><updated>2009-04-08T19:48:30.877-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resultado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='OS DOENTES'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terra'/><title type='text'>OS DOENTES I</title><content type='html'>I&lt;br /&gt;Como uma cascavel que se enroscava,&lt;br /&gt;A cidade dos lázaros dormia...&lt;br /&gt;Somente, na metrópole vazia,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha cabeça autônoma pensava!&lt;br /&gt;Mordia-me a obsessão má de que havia,&lt;br /&gt;Sob os meus pés, na terra onde eu pisava,&lt;br /&gt;Um fígado doente que sangrava&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E uma garganta de órfã que gemia!&lt;br /&gt;Tentava compreender com as conceptivas&lt;br /&gt;Funções do encéfalo as substâncias vivas&lt;br /&gt;Que nem Spencer, nem Haeckel compreenderam...&lt;br /&gt;E via em mim, coberto de desgraças,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado de bilhões de raças&lt;br /&gt;Que há muitos anos desapareceram!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-8042293911628512389?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/8042293911628512389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/8042293911628512389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/os-doentes-i.html' title='OS DOENTES I'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-876597372161011036</id><published>2009-01-25T05:34:00.001-08:00</published><updated>2009-04-09T04:31:11.654-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DEUS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='OS DOENTES'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='água'/><title type='text'>OS DOENTES II</title><content type='html'>II&lt;br /&gt;Minha angústia feroz não tinha nome.&lt;br /&gt;Ali, na urbe natal do Desconsolo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha de comer o último bolo&lt;br /&gt;Que Deus fazia para a minha fome!&lt;br /&gt;Convulso, o vento entoava um pseudosalmo.&lt;br /&gt;Contrastando, entretanto, com o ar convulso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite funcionava como um pulso&lt;br /&gt;Fisiologicamente muito calmo.&lt;br /&gt;Caíam sobre os meus centros nervosos,&lt;br /&gt;Como os pingos ardentes de cem velas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O uivo desenganado das cadelas&lt;br /&gt;E o gemido dos homens bexigosos.&lt;br /&gt;Pensava! E em que eu pensava, não perguntes!&lt;br /&gt;Mas, em cima de um túmulo, um cachorro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedia para mim água e socorro&lt;br /&gt;À comiseração dos transeuntes!&lt;br /&gt;Bruto, de errante rio, alto e hórrido, o urro&lt;br /&gt;Reboava. Além jazia aos pés da serra,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criando as superstições de minha terra,&lt;br /&gt;A queixada específica de um burro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gordo adubo da agreste urtiga brava,&lt;br /&gt;Benigna água, magnânima e magnífica,&lt;br /&gt;Em cuja álgida unção, branda e beatífica,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Paraíba indígena se lava!&lt;br /&gt;A manga, a ameixa, a amêndoa, a abóbora, o álamo&lt;br /&gt;E a câmara odorífera dos sumos&lt;br /&gt;Absorvem diariamente o ubérrimo húmus&lt;br /&gt;Que Deus espalha à beira do teu tálamo!&lt;br /&gt;Nos de teu curso desobstruídos trilhos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas eu compreendo, em quaisquer horas,&lt;br /&gt;O hidrogênio e o oxigênio que tu choras&lt;br /&gt;Pelo falecimento dos teus filhos!&lt;br /&gt;Ah! Somente eu compreendo, satisfeito,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A incógnita psique das massas mortas&lt;br /&gt;Que dormem, como as ervas, sobre as hortas,&lt;br /&gt;Na esteira igualitária do teu leito!&lt;br /&gt;O vento continuava sem cansaço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enchia com a fluidez do eólico hissope&lt;br /&gt;Em seu fantasmagórico galope&lt;br /&gt;A abundância geométrica do espaço.&lt;br /&gt;Meu ser estacionava, olhando os campos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Circunjacentes. No Alto, os astros miúdos&lt;br /&gt;Reduziam os Céus sérios e rudos&lt;br /&gt;A uma epiderme cheia de sarampos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-876597372161011036?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/876597372161011036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/876597372161011036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/os-doentes-ii.html' title='OS DOENTES II'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-5982065780001277330</id><published>2009-01-25T05:33:00.000-08:00</published><updated>2009-04-09T04:36:44.014-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='OS DOENTES'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MORTE'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='NOITE'/><title type='text'>OS DOENTES III</title><content type='html'>III&lt;br /&gt;Dormia embaixo, com a promíscua véstia&lt;br /&gt;No embotamento crasso dos sentidos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comunhão dos homens reunidos&lt;br /&gt;Pela camaradagem da moléstia.&lt;br /&gt;Feriam-me o nervo óptico e a retina&lt;br /&gt;Aponevroses e tendões de Aquiles,&lt;br /&gt;Restos repugnantíssimos de bílis,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vômitos impregnados de ptialina.&lt;br /&gt;Da degenerescência étnica do Ária&lt;br /&gt;Se escapava, entre estrépitos e estouros,&lt;br /&gt;Reboando pelos séculos vindouros&lt;br /&gt;O ruído de uma tosse hereditária.&lt;br /&gt;Oh! desespero das pessoas tísicas,&lt;br /&gt;Adivinhando o frio que há nas lousas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maior felicidade é a destas cousas&lt;br /&gt;Submetidas apenas às leis físicas!&lt;br /&gt;Estas, por mais que os cardos grandes rocem&lt;br /&gt;Seus corpos brutos, dores não recebem;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas dos bacalhaus o óleo não bebem,&lt;br /&gt;Estas não cospem sangue, estas não tossem!&lt;br /&gt;Descender dos macacos catarríneos&lt;br /&gt;Cair doente e passar a vida inteira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a boca junto de uma escarradeira,&lt;br /&gt;Pintando o chão de coágulos sanguíneos!&lt;br /&gt;Sentir, adstritos ao quimiotropismo&lt;br /&gt;Erótico, os micróbios assanhados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passearem, como inúmeros soldados,&lt;br /&gt;Nas cancerosidades do organismo!&lt;br /&gt;Falar somente uma linguagem rouca,&lt;br /&gt;Um português cansado e incompreensível&lt;br /&gt;Vomitar o pulmão na noite horrível&lt;br /&gt;Em que se deita sangue pela boca!&lt;br /&gt;Expulsar, aos bocados, a existência&lt;br /&gt;Numa bacia autômata de barro,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alucinado, vendo em cada escarro&lt;br /&gt;O retrato da própria consciência!&lt;br /&gt;Querer dizer a angústia de que é pábulo,&lt;br /&gt;E com a respiração já muito fraca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentir como que a ponta de uma faca,&lt;br /&gt;Cortando as raízes do último vocábulo!&lt;br /&gt;Não haver terapêutica que arranque&lt;br /&gt;Tanta opressão como se, com efeito,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lhe houvesse sacudido sobre o peito&lt;br /&gt;A máquina pneumática de Bianchi!&lt;br /&gt;E o ar fugindo e a Morte a arca da tumba&lt;br /&gt;A erguer, como um cronômetro gigante,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcando a transição emocionante&lt;br /&gt;Do lar materno para a catacumba!&lt;br /&gt;Mas vos não lamenteis, magra mulheres,&lt;br /&gt;Nos ardores danados da febre hética,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consagrando vossa última fonética&lt;br /&gt;A uma recitação de misereres.&lt;br /&gt;Antes levardes ainda uma quimera&lt;br /&gt;Para a garganta omnívora das lajes&lt;br /&gt;Do que morrerdes, hoje, urrando ultrajes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra a dissolução que vos espera!&lt;br /&gt;Porque a morte, resfriando-vos o rosto,&lt;br /&gt;Consoante a minha concepção vesânica&lt;br /&gt;Há de pagar um dia o último imposto!&lt;br /&gt;Começara a chover. Pelas algentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ruas, a água, em cachoeiras desobstruídas,&lt;br /&gt;Encharcava os buracos das feridas,&lt;br /&gt;Alagava a medula dos Doentes!&lt;br /&gt;Do fundo do meu trágico destino,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde a Resignação os braços cruza,&lt;br /&gt;Saía, com o vexame de uma fusa,&lt;br /&gt;A mágoa gaguejada de um cretino.&lt;br /&gt;Aquele ruído obscuro de gagueira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;à noite, em sonhos mórbidos, me acorda,&lt;br /&gt;Vinha da vibração bruta da corda&lt;br /&gt;Mais recôndita da alma brasileira!&lt;br /&gt;Aturdia-me a tétrica miragem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que, naquele instante, no Amazonas,&lt;br /&gt;Fedia, entregue a vísceras glutonas,&lt;br /&gt;A carcaça esquecida de um selvagem.&lt;br /&gt;A civilização entrou na taba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que ele estava. O gênio de Colombo&lt;br /&gt;Manchou de opróbrios a alma do mazombo,&lt;br /&gt;Cuspiu na cova do morubixaba!&lt;br /&gt;E o índio, por fim, adstrito à étnica escória,&lt;br /&gt;Recebeu, tendo o horror no rosto impresso,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse achincalhamento do progresso&lt;br /&gt;Que o anulava na crítica da História!&lt;br /&gt;Como quem analisa uma apostema,&lt;br /&gt;De repente, acordando na desgraça,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viu toda a podridão de sua raça...&lt;br /&gt;Na tumba de Iracema!...&lt;br /&gt;Ah! Tudo, como um lúgubre ciclone,&lt;br /&gt;Exercia sobre ele ação funesta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o desbravamento da floresta&lt;br /&gt;À ultrajante invenção do telefone.&lt;br /&gt;E sentia-se pior que um vagabundo&lt;br /&gt;Microcéfalo vil que a espécie encerra,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desterrado na sua própria terra,&lt;br /&gt;Diminuído na crônica do mundo!&lt;br /&gt;A hereditariedade dessa pecha&lt;br /&gt;Seguira seus filhos. Dora em diante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu povo tombaria agonizante&lt;br /&gt;Na luta da espingarda com a flecha!&lt;br /&gt;Veio-lhe então como à fêmea vêm antojos,&lt;br /&gt;Uma desesperada ânsia improfícua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De estrangular aquela gente iníqua&lt;br /&gt;Que progredia sobre os seus despojos!&lt;br /&gt;Mas, diante a xantocróide raça loura,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jazem, caladas, todas as inúbias,&lt;br /&gt;E agora, sem difíceis nuanças dúbias,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma clarividência aterradora,&lt;br /&gt;Em vez de prisca tribo e indiana tropa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente deste século, espantada,&lt;br /&gt;Vê somente a caveira abandonada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uma raça esmagada pela Europa!&lt;br /&gt;Era a hora em que arrastados pelos ventos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fantasmas hamléticos dispersos&lt;br /&gt;Atiram na consciência dos perversos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sombra dos remorsos famulentos.&lt;br /&gt;As mães sem coração rogavam pragas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos filhos bons. E eu, roído pelos medos,&lt;br /&gt;Batia com o pentágono dos dedos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre um fundo hipotético de chagas!&lt;br /&gt;Diabólica dinâmica daninha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oprimia meu cérebro indefeso&lt;br /&gt;Com a força onerosíssima de um peso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que eu não sabia mesmo de onde vinha.&lt;br /&gt;Perfurava-me o peito a áspera pua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do desânimo negro que me prostra,&lt;br /&gt;E quase a todos os momentos mostra&lt;br /&gt;Minha caveira aos bêbedos da rua.&lt;br /&gt;Hereditariedades politípicas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Punham na minha boca putrescível&lt;br /&gt;Interjeições de abracadabra horrível&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os verbos indignados das Filípicas.&lt;br /&gt;Todos os vocativos dos blasfemos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No horror daquela noite monstruosa,&lt;br /&gt;Maldiziam, com voz estentorosa,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A peçonha inicial de onde nascemos.&lt;br /&gt;Como que havia na ânsia de conforto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De cada ser, ex.: o homem e ofídio,&lt;br /&gt;Uma necessidade de suicídio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um desejo incoercível de ser morto!&lt;br /&gt;Naquela angústia absurda e tragicômica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu chorava, rolando sobre o lixo,&lt;br /&gt;Com a contorção neurótica de um bicho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ingeriu 30 gramas de noz-vômica.&lt;br /&gt;E, como um homem doido que se enforca,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentava, na terráquea superfície,&lt;br /&gt;Consubstanciar-me todo com a imundície,&lt;br /&gt;Confundir-me com aquela coisa porca!&lt;br /&gt;Vinha, às vezes, porém, o anelo instável&lt;br /&gt;De, com o auxílio especial do osso masséter&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mastigando homeomérias neutras de éter&lt;br /&gt;Nutrir-me da matéria imponderável.&lt;br /&gt;Anelava ficar um dia, em suma,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menor que o anfióxus e inferior à tênia,&lt;br /&gt;Reduzido à plastídula homogênea,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem diferenciação de espécie alguma.&lt;br /&gt;Era (nem sei em síntese o que diga)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um velhíssimo instinto atávico, era&lt;br /&gt;A saudade inconsciente da monera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que havia sido minha mãe antiga!&lt;br /&gt;Com o horror tradicional da raiva corsa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha vontade era, perante a cova,&lt;br /&gt;Arrancar do meu próprio corpo a prova&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da persistência trágica da força.&lt;br /&gt;A pragmática má de humanos usos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não compreende que a Morte que não dorme&lt;br /&gt;É a absorção do movimento enorme&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na dispersão dos átomos difusos.&lt;br /&gt;Não me incomoda esse último abandono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a carne individual hoje apodrece,&lt;br /&gt;Amanhã, como Cristo, reaparece&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na universalidade do carbono!&lt;br /&gt;A vida vemdo éter que se condensa,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que mais no Cosmo me entusiasma&lt;br /&gt;É a esfera microscópica do plasma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer a luz do cérebro que pensa.&lt;br /&gt;Eu voltarei, cansado da árdua liça,&lt;br /&gt;À substância inorgânica primeva,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De onde, por epigênese, veio Eva&lt;br /&gt;E a stirpe radiolar chamada Actissa!&lt;br /&gt;Quando eu for misturar-me com as violetas,&lt;br /&gt;Minha lira, maior que a Bíblia e a Fedra,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reviverá, dando emoção à pedra,&lt;br /&gt;Na acústica de todos os planetas!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-5982065780001277330?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/5982065780001277330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/5982065780001277330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/os-doentes-iii.html' title='OS DOENTES III'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-871476991364982906</id><published>2009-01-25T05:32:00.004-08:00</published><updated>2009-04-09T04:37:33.690-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='OS DOENTES'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mamárias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MUNDO'/><title type='text'>OS DOENTES VI</title><content type='html'>VI&lt;br /&gt;À álgida agulha, agora, alva, a saraiva&lt;br /&gt;Caindo, análoga era... Um cão agora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Punha a atra língua hidrófoba de fora&lt;br /&gt;Em contrações miológicas de raiva.&lt;br /&gt;Mas, para além, entre oscilantes chamas,&lt;br /&gt;Acordavam os bairros da luxúria...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As prostitutas, doentes de hematúria,&lt;br /&gt;Se extenuavam nas camas.&lt;br /&gt;Uma, ignóbil, derreada de cansaço,&lt;br /&gt;Quase que escangalhada pelo vício,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheirava com prazer no sacrifício&lt;br /&gt;A lepra má que lhe roía o braço!&lt;br /&gt;E ensangüentava os dedos da mão nívea&lt;br /&gt;Com o sentimento gasto e a emoção podre,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa alegria bárbara que cobre&lt;br /&gt;Os saracoteamentos da lascívia...&lt;br /&gt;De certo, a perversão de que era presa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sensorium daquela prostituta&lt;br /&gt;Vinha da adaptação quase absoluta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À ambiência microbiana da baixeza!&lt;br /&gt;Entanto, virgens fostes, e, quando o éreis,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tínheis ainda essa erupção cutânea,&lt;br /&gt;Nem tínheis, vítima última da insânia,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas mamárias glândulas estéreis!&lt;br /&gt;Ah! Certamente, não havia ainda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rompido, com violência, no horizonte,&lt;br /&gt;O sol malvado que secou a fonte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De vossa castidade agora finda!&lt;br /&gt;Talvez tivésseis fome, e as mãos, embalde,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estendeste ao mundo, até que, à toa,&lt;br /&gt;Fostes vender a virginal coroa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao primeiro bandido do arrabalde.&lt;br /&gt;E estais velha! -De vós o mundo é farto,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hoje, que a sociedade vos enxota,&lt;br /&gt;Somente as bruxas negras da derrota&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Freqüentam diariamente vosso quarto!&lt;br /&gt;Prometem-vos (quem sabe?!) entre os ciprestes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe da mancebia dos alcouces,&lt;br /&gt;Nas quietudes nirvânicas mais doces,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O noivado que em vida não tivestes!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-871476991364982906?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/871476991364982906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/871476991364982906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/os-doentes-vi.html' title='OS DOENTES VI'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-870230054440010977</id><published>2009-01-25T05:32:00.003-08:00</published><updated>2009-04-09T04:35:46.845-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poço'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='OS DOENTES'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ar'/><title type='text'>OS DOENTES VII</title><content type='html'>VII&lt;br /&gt;Quase todos os lutos conjugados,&lt;br /&gt;Como uma associação de monopólio,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lançavam pinceladas pretas de óleo&lt;br /&gt;Na arquitetura arcaica dos sobrados.&lt;br /&gt;Dentro da noite funda um braço humano&lt;br /&gt;Parecia cavar ao longe um poço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para enterrar minha ilusão de moço,&lt;br /&gt;Como a boca de um poço artesiano!&lt;br /&gt;Atabalhoadamente pelos becos,&lt;br /&gt;Eu pensava nas coisas que perecem,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde as musculaturas que apodrecem&lt;br /&gt;À ruína vegetal dos lírios secos.&lt;br /&gt;Cismava no propósito funéreo&lt;br /&gt;Da mosca debochada que fareja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O defunto, no chão frio da igreja&lt;br /&gt;E vai depois levá-lo ao cemitério!&lt;br /&gt;E esfregando as mãos magras, eu, inquieta,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia, na craniana caixa tosca,&lt;br /&gt;A racionalidade dessa mosca,&lt;br /&gt;A consciência terrível desse inseto!&lt;br /&gt;Regougando, porém, argots e aljâmias,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como quem nada encontra que o perturbe,&lt;br /&gt;A energúmena grei dos ébrios da urbe&lt;br /&gt;Festejava seu sábado de infâmias.&lt;br /&gt;A estática fatal das paixões cegas,&lt;br /&gt;Rugindo fundamente nos neurônios,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puxava aquele povo de demônios,&lt;br /&gt;Para a promiscuidade das adegas.&lt;br /&gt;E a ébria turba que escaras sujas masca,&lt;br /&gt;Á falta idiossincrásica de escrúpulo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Absorvia com gáudio absinto, lúpulo&lt;br /&gt;E outras substâncias tóxicas da tasca.&lt;br /&gt;O ar ambiente cheirava a ácido acético,&lt;br /&gt;Mas, de repente, com o ar de quem empesta,&lt;br /&gt;Apareceu, escorraçando a festa,&lt;br /&gt;A mandíbula inchada de um morfético!&lt;br /&gt;Saliências polimórficas vermelhas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cujo aspecto o olhar perspícuo prendo,&lt;br /&gt;Punham-lhe num destaque horrendo o horrendo&lt;br /&gt;Tamanho aberratório das orelhas.&lt;br /&gt;O fácies do morfético assombrava!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Aquilo era uma negra eucaristia,&lt;br /&gt;Onde minh'alma inteira surpreendia&lt;br /&gt;A Humanidade que se lamentava!&lt;br /&gt;Era todo o meu sonho, assim, inchado,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já podre, que a morféia miserável&lt;br /&gt;Tornava às impressões táteis, palpável,&lt;br /&gt;Como se fosse um corpo organizado!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-870230054440010977?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/870230054440010977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/870230054440010977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/os-doentes-vii.html' title='OS DOENTES VII'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-3741289823840498468</id><published>2009-01-25T05:32:00.001-08:00</published><updated>2009-04-09T04:38:37.409-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FRIO'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='OS DOENTES'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='SOL'/><title type='text'>OS DOENTES VIII</title><content type='html'>VIII&lt;br /&gt;Em torno a mim, nesta hora, estriges voam,&lt;br /&gt;E o cemitério, em que eu entrei adrede,&lt;br /&gt;Dá-me a impressão de um boulevard que fede,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela degradação dos que o povoam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanta gente, roubada à humana coorte,&lt;br /&gt;Morre de fome, sobre a palha espessa,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem ter, como Ugolino, uma cabeça&lt;br /&gt;Que possa mastigar na hora da morte;&lt;br /&gt;E nua, após baixar ao caos budista,&lt;br /&gt;Vem para aqui, nos braços de um canalha,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o madapolão para a mortalha&lt;br /&gt;Custa 1&lt;br /&gt;200 ao lojista!&lt;br /&gt;Que resta das cabeças que pensaram?!&lt;br /&gt;E afundado nos sonhos mais nefastos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao pegar num milhão de miolos gastos,&lt;br /&gt;Todos os meus cabelos se arrepiaram.&lt;br /&gt;Os evolucionismos benfeitores&lt;br /&gt;Que por entre os cadáveres caminham&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iguais a irmãs de caridade, vinham&lt;br /&gt;Com a podridão dar de comer às flores!&lt;br /&gt;Os defuntos então me ofereciam&lt;br /&gt;Com as articulações das mãos inermes,&lt;br /&gt;Num prato de hospital, cheio de vermes,&lt;br /&gt;Todos os animais que apodreciam!&lt;br /&gt;É possível que o estômago se afoite&lt;br /&gt;(Muito embora contra isto a alma se irrite)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cevar o antropófago apetite,&lt;br /&gt;Comendo carne humana, à meia-noite!&lt;br /&gt;Com uma ilimitadíssima tristeza,&lt;br /&gt;Na impaciência do estômago vazio,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu devorava aquele bolo frio&lt;br /&gt;Feito das podridões da Natureza!&lt;br /&gt;E hirto, a camisa suada, a alma aos arrancos,&lt;br /&gt;Vendo passar com as túnicas obscuras,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As escaveiradíssimas figuras&lt;br /&gt;Das negras desonradas pelos brancos;&lt;br /&gt;Pisando, como quem salta, entre fardos,&lt;br /&gt;Nos corpos nus das moças hotentores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entregues, ao clarão de alguns archotes,&lt;br /&gt;À sodomia indigna dos moscardos;&lt;br /&gt;Eu maldizia o deus de mãos nefandas&lt;br /&gt;Que, transgredindo a igualitária regra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da Natureza, atira a raça negra&lt;br /&gt;Ao contubérnio diário das quitandas!&lt;br /&gt;Na evolução de minha dor grotesca,&lt;br /&gt;Eu mendigava aos vermes insubmissos&lt;br /&gt;Como indenização dos meus serviços,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O benefício de uma cova fresca.&lt;br /&gt;Manhã. E eis-me a absorver a luz de fora,&lt;br /&gt;Como o íncola do pólo ártico, às vezes,&lt;br /&gt;Absorve, após a noite de seis meses,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os raios caloríficos da aurora.&lt;br /&gt;Nunca mais as goteiras cairiam&lt;br /&gt;Como propositais setas malvadas,&lt;br /&gt;No frio matador das madrugadas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sobre o coração dos que sofriam!&lt;br /&gt;Do meu cérebro à absconsa tábua rasa&lt;br /&gt;Vinha a luz restituir o antigo crédito,&lt;br /&gt;Proporcionando-me o prazer inédito,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De quem possui um sol dentro de casa.&lt;br /&gt;Era a volúpia fúnebre que os ossos&lt;br /&gt;Me inspiravam, trazendo-me ao sol claro,&lt;br /&gt;À apreensão fisiológica do faro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O odor cadaveroso dos destroços!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-3741289823840498468?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/3741289823840498468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/3741289823840498468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/os-doentes-viii.html' title='OS DOENTES VIII'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-773972161601590318</id><published>2009-01-25T05:29:00.000-08:00</published><updated>2009-04-09T04:48:29.608-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='OS DOENTES'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='formas'/><title type='text'>OS DOENTES IX</title><content type='html'>IX&lt;br /&gt;O inventário do que eu já tinha sido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espantava. Restavam só de Augusto&lt;br /&gt;A forma de um mamífero vetusto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a cerebralidade de um vencido!&lt;br /&gt;O gênio procriador da espécie eterna&lt;br /&gt;Que me fizera, em vez de hiena ou lagarta,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma sobrevivência de Sidarta,&lt;br /&gt;Dentro da filogênese moderna;&lt;br /&gt;E arranca milhares de existências&lt;br /&gt;Do ovário ignóbil de uma fauna imunda,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ia arrastando agora a alma infecunda&lt;br /&gt;Na mais triste de todas as falências.&lt;br /&gt;Um céu calamitoso de vingança&lt;br /&gt;Desagregava, désposta e sem normas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O adesionismo biôntico das formas&lt;br /&gt;Multiplicadas pela lei da herança!&lt;br /&gt;A ruína vinha horrenda e deletéria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do subsolo infeliz, vinha de dentro&lt;br /&gt;Da matéria em fusão que ainda há no centro,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para alcançar depois a periferia!&lt;br /&gt;Contra a Arte, oh! Morte, em vão teu ódio exerces!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, a meu ver, os sáxeos prédios tortos&lt;br /&gt;Tinham aspectos de edifícios mortos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decompondo-se desde os alicerces!&lt;br /&gt;A doença era geral, tudo a extenuar-se&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava. O Espaço abstrato que não morre&lt;br /&gt;Cansara... O ar que, em colônias fluidas, corre,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecia também desagregar-se!&lt;br /&gt;O pródromos de um tétano medonho&lt;br /&gt;Repuxavam-me o rosto... Hirto de espanto,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sentia nascer-me n'alma, entanto,&lt;br /&gt;O começo magnífico de um sonho!&lt;br /&gt;Entre as formas decrépitas do povo,&lt;br /&gt;Já batiam por cima dos estragos&lt;br /&gt;A sensação e os movimentos vagos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da célula inicial de um Cosmo novo!&lt;br /&gt;O letargo larvário da cidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crescia. Igual a um parto, numa furna,&lt;br /&gt;Vinha da original treva noturna,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vagido de uma outra Humanidade!&lt;br /&gt;E eu, com os pés atolados no Nirvana,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhava, com um prazer secreto,&lt;br /&gt;A gestação daquele grande feto,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que vinha substituir a Espécie Humana!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-773972161601590318?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/773972161601590318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/773972161601590318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/os-doentes-ix.html' title='OS DOENTES IX'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-4045398870312023793</id><published>2009-01-25T05:28:00.000-08:00</published><updated>2009-04-09T04:50:04.472-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='POEMA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='insanas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HOMEM'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AS CISMAS DO DESTINO'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AUGUSTO DOS ANJOS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='éolo'/><title type='text'>INSANIA DE UM SIMPLES</title><content type='html'>Em cismas patológicas insanas,&lt;br /&gt;É-me grato adstringir-me, na hierarquia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das formas vivas, à categoria&lt;br /&gt;Das organizações liliputianas;&lt;br /&gt;Ser semelhante aos zoófitos e às lianas,&lt;br /&gt;Ter o destino de uma larva fria,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixar enfim na cloaca mais sombria&lt;br /&gt;Este feixe de células humanas!&lt;br /&gt;E enquanto arremedando Éolo iracundo,&lt;br /&gt;Na orgia heliogabálica do mundo,&lt;br /&gt;Ganem todos os vícios de uma vez,&lt;br /&gt;Apraz-me, adstrito ao triângulo mesquinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um delta humilde, apodrecer sozinho&lt;br /&gt;No silêncio de minha pequenez!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-4045398870312023793?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/4045398870312023793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/4045398870312023793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/insania-de-um-simples.html' title='INSANIA DE UM SIMPLES'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-1942454865280043244</id><published>2009-01-25T05:26:00.000-08:00</published><updated>2009-04-09T04:51:01.072-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='POEMA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='envelhecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AUGUSTO DOS ANJOS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='NOITE'/><title type='text'>VOZES DA MORTE</title><content type='html'>Agora, sim! Vamos morrer, reunidos,&lt;br /&gt;Tamarindo de minha desventura,&lt;br /&gt;Tu, com o envelhecimento da nervura,&lt;br /&gt;Eu, com o envelhecimento dos tecidos!&lt;br /&gt;Ah! Esta noite é a noite dos Vencidos!&lt;br /&gt;E a podridão, meu velho! E essa futura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultrafatalidade de ossatura,&lt;br /&gt;A que nos acharemos reduzidos!&lt;br /&gt;Não morrerão, porém, tuas sementes!&lt;br /&gt;E assim, para o Futuro, em diferentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Florestas, vales, selvas, glebas, trilhos,&lt;br /&gt;Na multiplicidade dos teus ramos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo muito que em vida nos amamos,&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-1942454865280043244?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/1942454865280043244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/1942454865280043244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/vozes-da-morte.html' title='VOZES DA MORTE'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-5871532548786155615</id><published>2009-01-25T05:23:00.000-08:00</published><updated>2009-04-09T04:52:37.157-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='carnes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DEUS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='POEMA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='perdão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AUGUSTO DOS ANJOS'/><title type='text'>A UM CARNEIRO MORTO</title><content type='html'>Misericordiosíssimo carneiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquartejado, a maldição de Pio&lt;br /&gt;Décimo caia em teu algoz sombrio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em todo aquele que for seu herdeiro!&lt;br /&gt;Maldito seja o mercador vadio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que te vender as carnes por dinheiro,&lt;br /&gt;Pois, tua lã aquece o mundo inteiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E guarda as carnes dos que estão com frio!&lt;br /&gt;Quando a faca rangeu no teu pescoço,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao monstro que espremeu teu sangue grosso&lt;br /&gt;Teus olhos -fontes de perdão -perdoaram!&lt;br /&gt;Oh! tu que no Perdão eu simbolizo,&lt;br /&gt;Se fosses Deus, no Dia de Juízo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez perdoasses os que te mataram!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-5871532548786155615?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/5871532548786155615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/5871532548786155615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/um-carneiro-morto.html' title='A UM CARNEIRO MORTO'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-9174695384959047190</id><published>2009-01-25T05:19:00.000-08:00</published><updated>2009-04-09T04:53:36.867-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sangue'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='olhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='POEMA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AUGUSTO DOS ANJOS'/><title type='text'>SOLILOQUIO DE UM VISIONARIO</title><content type='html'>Para desvirginar o labirinto&lt;br /&gt;Do velho e metafísico Mistério,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comi meus olhos crus no cemitério,&lt;br /&gt;Numa antropofagia de faminto!&lt;br /&gt;A digestão desse manjar funéreo&lt;br /&gt;Tornado sangue transformou-me o instinto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De humanas impressões visuais que eu sinto,&lt;br /&gt;Nas divinas visões do íncole etéreo!&lt;br /&gt;Vestido de hidrogênio incandescente,&lt;br /&gt;Vaguei um século, improficuamente,&lt;br /&gt;Pelas monotonias siderais...&lt;br /&gt;Subi talvez às máximas alturas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se hoje volto assim, com a alma às escuras,&lt;br /&gt;É necessário que inda eu suba mais!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-9174695384959047190?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/9174695384959047190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/9174695384959047190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/soliloquio-de-um-visionario.html' title='SOLILOQUIO DE UM VISIONARIO'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-4103214296047494004</id><published>2009-01-25T04:57:00.000-08:00</published><updated>2009-04-09T04:54:22.489-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='POEMA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AUGUSTO DOS ANJOS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rua'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CAIXÃO'/><title type='text'>O CAIXAO FANTASTICO</title><content type='html'>Célebre ia o caixão, e, nele, inclusas,&lt;br /&gt;Cinzas, caixas cranianas, cartilagens&lt;br /&gt;Oriundas, como os sonhos dos selvagens,&lt;br /&gt;De aberratórias abstrações abstrusas!&lt;br /&gt;Nesse caixão iam talvez as Musas,&lt;br /&gt;Talvez meu Pai! Hoffmânnicas visagens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enchiam meu encéfalo de imagens&lt;br /&gt;As mais contraditórias e confusas!&lt;br /&gt;A energia monística do Mundo,&lt;br /&gt;À meia-noite, penetrava fundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu fenomenal cérebro cheio...&lt;br /&gt;Era tarde! Fazia muito frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na rua apenas o caixão sombrio&lt;br /&gt;Ia continuando o seu passeio!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-4103214296047494004?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/4103214296047494004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/4103214296047494004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/o-caixao-fantastico.html' title='O CAIXAO FANTASTICO'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-1929021504612850406</id><published>2009-01-25T04:53:00.000-08:00</published><updated>2009-04-09T04:56:34.684-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='POEMA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='matou'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HOMEM'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AUGUSTO DOS ANJOS'/><title type='text'>ULTIMO CREDO</title><content type='html'>Como ama o homem adúltero o adultério&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o ébrio a garrafa tóxica de rum,&lt;br /&gt;Amo o coveiro -este ladrão comum&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que arrasta a gente para o cemitério!&lt;br /&gt;É o transcendentalíssimo mistério!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o nous, é o pneuma, é o ego sum qui sum,&lt;br /&gt;É a morte, é esse danado número Um&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que matou Cristo e que matou Tibério!&lt;br /&gt;Creio, como o filósofo mais crente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na generalidade decrescente&lt;br /&gt;Com que a substância cósmica evolui...&lt;br /&gt;Creio, perante a evolução imensa,&lt;br /&gt;Que o homem universal de amanhã vença&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem particular que eu ontem fui!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-1929021504612850406?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/1929021504612850406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/1929021504612850406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/ultimo-credo.html' title='ULTIMO CREDO'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-5098484590018305475</id><published>2009-01-25T04:22:00.000-08:00</published><updated>2009-04-09T05:00:55.347-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HUMANIDADE'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='POEMA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caveira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AMOR'/><title type='text'>IDEALISMO</title><content type='html'>Falas de amor, e eu ouço tudo e calo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor da Humanidade é uma mentira.&lt;br /&gt;É. E é por isto que na minha lira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De amores fúteis poucas vezes falo.&lt;br /&gt;O amor! Quando virei por fim a amá-lo?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, se o amor que a Humanidade inspira&lt;br /&gt;É o amor do sibarita e da hetaíra,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Messalina e de Sardanapalo?!&lt;br /&gt;Pois é mister que, para o amor sagrado,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo fique imaterializado&lt;br /&gt;-Alavanca desviada do seu fulero -&lt;br /&gt;E haja só amizade verdadeira&lt;br /&gt;Duma caveira para outra caveira,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do meu sepulcro para o teu sepulcro?!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-5098484590018305475?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/5098484590018305475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/5098484590018305475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/idealismo.html' title='IDEALISMO'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-3990978799685383575</id><published>2009-01-24T16:29:00.000-08:00</published><updated>2009-04-09T05:02:19.821-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vivo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HOMEM'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='matar'/><title type='text'>O LUPANAR</title><content type='html'>Ah! Por que monstruosíssimo motivo&lt;br /&gt;Prenderam para sempre, nesta rede,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do ângulo diedro da parede,&lt;br /&gt;A alma do homem polígamo e lascivo?!&lt;br /&gt;Este lugar, moços do mundo, vede:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o grande bebedouro coletivo,&lt;br /&gt;Onde os bandalhos, como um gado vivo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as noites, vêm matar a sede!&lt;br /&gt;É o afrodístico leito do hetairismo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A antecâmara lúbrica do abismo,&lt;br /&gt;Em que é mister que o gênero humano entre,&lt;br /&gt;Quando a promiscuidade aterradora&lt;br /&gt;Matar a última força geradora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E comer o último óvulo do ventre!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-3990978799685383575?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/3990978799685383575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/3990978799685383575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/o-lupanar.html' title='O LUPANAR'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-2313334519018753854</id><published>2009-01-24T16:28:00.000-08:00</published><updated>2009-04-09T05:03:15.435-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sexo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mãe'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='forma'/><title type='text'>MATER ORIGINALIS</title><content type='html'>Forma vermicular desconhecida&lt;br /&gt;Que estacionaste, mísera e mofina,&lt;br /&gt;Como quase impalpável gelatina,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos estados prodrômicos da vida;&lt;br /&gt;O hierofante que leu a minha sina&lt;br /&gt;Ignorante é de que és, talvez, nascida&lt;br /&gt;Dessa homogeneidade indefinida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o insigne Herbert Spencer nos ensina.&lt;br /&gt;Nenhuma ignota união ou nenhum nexo&lt;br /&gt;À contingência orgânica do sexo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tua estacionária alma prendeu...&lt;br /&gt;Ah! De ti foi que, autônoma e sem normas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh! Mãe original das outras formas,&lt;br /&gt;A minha forma lúgubre nasceu!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-2313334519018753854?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/2313334519018753854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/2313334519018753854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/mater-originalis.html' title='MATER ORIGINALIS'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-4645899494928306223</id><published>2009-01-24T16:27:00.000-08:00</published><updated>2009-04-09T05:05:32.232-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FRIO'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='velho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AUGUSTO DOS ANJOS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='porta'/><title type='text'>SOLITARIO</title><content type='html'>Como um fantasma que se refugia&lt;br /&gt;Na solidão da natureza morta,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por trás dos ermos túmulos, um dia,&lt;br /&gt;Eu fui refugiar-me à tua porta!&lt;br /&gt;Fazia frio e o frio que fazia&lt;br /&gt;Não era esse que a carne nos conforta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cortava assim como em carniçaria&lt;br /&gt;O aço das facas incisivas corta!&lt;br /&gt;Mas tu não vieste ver minha Desgraça!&lt;br /&gt;E eu saí, como quem tudo repele,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Velho caixão a carregar destroços -&lt;br /&gt;Levando apenas na tumbal carcaça&lt;br /&gt;O pergaminho singular da pele&lt;br /&gt;E o chocalho fatídico dos ossos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-4645899494928306223?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/4645899494928306223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/4645899494928306223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/solitario.html' title='SOLITARIO'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-4729062374917849280</id><published>2009-01-24T16:26:00.000-08:00</published><updated>2009-04-09T05:07:52.428-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DEUS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AUGUSTO DOS ANJOS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ESQUELETO'/><title type='text'>SONHO DE UM MONISTA</title><content type='html'>Eu e o esqueleto esquálido de Esquilo&lt;br /&gt;Viajávamos, com uma ânsia sibarita,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por toda a pró-dinâmica infinita,&lt;br /&gt;Na inconsciência de um zoófito tranqüilo.&lt;br /&gt;A verdade espantosa do Protilo&lt;br /&gt;Me aterrava, mas dentro da alma aflita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Via Deus -essa mônada esquisita -&lt;br /&gt;Coordenando e animando tudo aquilo!&lt;br /&gt;E eu bendizia, com o esqueleto ao lado,&lt;br /&gt;Na guturalidade do meu brado,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alheio ao velho cálculo dos dias,&lt;br /&gt;Como um pagão no altar de Proserpina,&lt;br /&gt;A energia intracósmica divina&lt;br /&gt;Que é o pai e é a mãe das outras energias!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-4729062374917849280?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/4729062374917849280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/4729062374917849280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/sonho-de-um-monista.html' title='SONHO DE UM MONISTA'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-5249162374810242200</id><published>2009-01-24T16:25:00.000-08:00</published><updated>2009-04-09T05:09:38.927-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='VERSOS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coração'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contrato'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AUGUSTO DOS ANJOS'/><title type='text'>BUDISMO MODERNO</title><content type='html'>Tome, Dr., esta tesoura e... corte&lt;br /&gt;Minha singularíssima pessoa.&lt;br /&gt;Que importa a mim que a bicharia roa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o meu coração depois da morte?!&lt;br /&gt;Ah! Um urubu pousou na minha sorte!&lt;br /&gt;Também, das diatomáceas da lagoa&lt;br /&gt;A criptógama cápsula se esbroa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrato de bronca destra forte!&lt;br /&gt;Dissolva-se, portanto, minha vida&lt;br /&gt;Igualmente a uma célula caída&lt;br /&gt;Na aberração de um óvulo infecundo;&lt;br /&gt;Mas o agregado abstrato das saudades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fique batendo nas perpétuas grades&lt;br /&gt;Do último verso que eu fizer no mundo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-5249162374810242200?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/5249162374810242200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/5249162374810242200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/budismo-moderno.html' title='BUDISMO MODERNO'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-7345722856087460926</id><published>2009-01-24T16:23:00.002-08:00</published><updated>2009-04-09T05:10:47.650-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DEUS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ponte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AS CISMAS DO DESTINO'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AUGUSTO DOS ANJOS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MUNDO'/><title type='text'>AS CISMAS DO DESTINO I</title><content type='html'>I&lt;br /&gt;Recife. Ponte Buarque de Macedo.&lt;br /&gt;Eu, indo em direção à casa do Agra,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assombrado com a minha sombra magra,&lt;br /&gt;Pensava no Destino, e tinha medo!&lt;br /&gt;Na austera abóbada alta o fósforo alvo&lt;br /&gt;Das estrelas luzia... O calçamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sáxeo, de asfalto rijo, antro e vidrento,&lt;br /&gt;Copiava a polidez de um crânio calvo.&lt;br /&gt;Lembro-me bem. A ponte era comprida,&lt;br /&gt;E a minha sombra enorme enchia a ponte,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como uma pele de rinoceronte&lt;br /&gt;Estendida por toda a minha vida!&lt;br /&gt;A noite fecundava o ovo dos vícios&lt;br /&gt;Animais. Do carvão da treva imensa&lt;br /&gt;Caía um ar danado de doença&lt;br /&gt;Sobre a cara geral dos edifícios!&lt;br /&gt;Tal uma horda feroz de cães famintos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessando uma estação deserta,&lt;br /&gt;Uivava dentro do eu, com a boca aberta,&lt;br /&gt;A matilha espantada dos instintos!&lt;br /&gt;Era como se, na alma da cidade,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Profundamente lúbrica e revolta,&lt;br /&gt;Mostrando as carnes, uma besta solta&lt;br /&gt;Soltasse o berro da animalidade.&lt;br /&gt;E aprofundando o raciocínio obscuro,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vi, então, à luz de áureos reflexos,&lt;br /&gt;O trabalho genésico dos sexos,&lt;br /&gt;Fazendo à noite os homens do Futuro.&lt;br /&gt;Livres de microscópios e escalpelos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dançavam, parodiando saraus cínicos,&lt;br /&gt;Bilhões de centrossomas apolínicos&lt;br /&gt;Na câmara promíscua do vitellus.&lt;br /&gt;Mas, a irritar-me os globos oculares,&lt;br /&gt;Apregoando e alardeando a cor nojenta,&lt;br /&gt;Fetos magros, ainda na placenta,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estendiam-se as mãos rudimentares!&lt;br /&gt;Mostravam-se o apriorismo incognoscível&lt;br /&gt;Dessa fatalidade igualitária,&lt;br /&gt;Que fez minha família originária&lt;br /&gt;Do antro daquela fábrica terrível!&lt;br /&gt;A corrente atmosférica mais forte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zunia. E, na ígnea crosta do Cruzeiro,&lt;br /&gt;Julgava eu ver o fúnebre candieiro&lt;br /&gt;Que há de me alumiar na hora da morte.&lt;br /&gt;Ninguém compreendia o meu soluço,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem mesmo Deus! Da roupa pelas brechas,&lt;br /&gt;O vento bravo me atirava flechas&lt;br /&gt;E aplicações hiemais de gelo russo.&lt;br /&gt;A vingança dos mundos astronômicos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enviava à terra extraordinária faca,&lt;br /&gt;Posta em rija adesão de goma laca&lt;br /&gt;Sobre os meus elementos anatômicos.&lt;br /&gt;Ah! Com certeza, Deus me castigava!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por toda a parte, como um réu confesso,&lt;br /&gt;Havia um juiz que lia o meu processo&lt;br /&gt;E uma forca especial que me esperava!&lt;br /&gt;Mas o vento cessara por instantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou, pelo menos, o ignis sapiens do Orco&lt;br /&gt;Abafava-me o peito arqueado e porco&lt;br /&gt;Num núcleo de substâncias abrasantes.&lt;br /&gt;É bem possível que eu um dia cegue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ardor desta letal tórrida zona,&lt;br /&gt;A cor do sangue é a cor que me impressiona&lt;br /&gt;E a que mais neste mundo me persegue!&lt;br /&gt;Essa obsessão cromática me abate.&lt;br /&gt;Não sei por que me vêm sempre à lembrança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estômago esfaqueado de uma criança&lt;br /&gt;E um pedaço de víscera escarlate.&lt;br /&gt;Quisera qualquer coisa provisória&lt;br /&gt;Que a minha cerebral caverna entrasse,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E até ao fim, cortasse e recortasse&lt;br /&gt;A faculdade aziaga da memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ascensão barométrica da calma,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu bem sabia, ansiado e contrafeito,&lt;br /&gt;Que uma população doente do peito&lt;br /&gt;Tossia sem remédio na minh'alma!&lt;br /&gt;E o cuspo que essa hereditária tosse&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Golfava, à guisa de ácido resíduo,&lt;br /&gt;Não era o cuspo só de um indivíduo&lt;br /&gt;Minado pela tísica precoce.&lt;br /&gt;Não! Não era o meu cuspo, com certeza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a expectoração pútrida e crassa&lt;br /&gt;Dos brônquios pulmonares de uma raça&lt;br /&gt;Que violou as leis da Natureza!&lt;br /&gt;Era antes uma tosse ubíqua, estranha,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Igual ao ruído de um calhau redondo&lt;br /&gt;Arremessado no apogeu do estrondo,&lt;br /&gt;Pelos fundibulários da montanha!&lt;br /&gt;E a saliva daqueles infelizes&lt;br /&gt;Inchava, em minha boca, de tal arte,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que eu, para não cuspir por toda a parte,&lt;br /&gt;Ia engolindo, aos poucos, a hemoptísis!&lt;br /&gt;Na alta alucinação de minhas cismas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O microcosmos líquido da gota&lt;br /&gt;Tinha a abundância de uma artéria rota,&lt;br /&gt;Arrebentada pelos aneurismas.&lt;br /&gt;Chegou-me o estado máximo da mágoa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas, três, quatro, cinco, seis e sete&lt;br /&gt;Vezes que eu me furei com um canivete,&lt;br /&gt;A hemoglobina vinha cheia de água!&lt;br /&gt;Cuspo, cujas caudais meus beiços regam,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob a forma de mínimas camândulas,&lt;br /&gt;Benditas seja todas essas glândulas,&lt;br /&gt;Que, quotidianamente, te segregam!&lt;br /&gt;Escarrar de um abismo noutro abismo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mandando ao Céu o fumo de um cigarro,&lt;br /&gt;Há mais filosofia neste escarro&lt;br /&gt;Do que em toda a moral do cristianismo!&lt;br /&gt;Porque, se no orbe oval que os meus pés tocam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não deixasse o meu cuspo carrasco,&lt;br /&gt;Jamais exprimiria o acérrimo asco&lt;br /&gt;Que os canalhas do mundo me provocam!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-7345722856087460926?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/7345722856087460926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/7345722856087460926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/as-cismas-do-destino-i_24.html' title='AS CISMAS DO DESTINO I'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-3742399110925493762</id><published>2009-01-24T16:23:00.001-08:00</published><updated>2009-04-09T05:11:45.871-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sonho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MORTE'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AS CISMAS DO DESTINO'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AUGUSTO DOS ANJOS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cachorro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='NOITE'/><title type='text'>AS CISMAS DO DESTINO II</title><content type='html'>II&lt;br /&gt;Foi no horror dessa noite tão funérea&lt;br /&gt;Que eu descobri, maior talvez que Vinci,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a força visualística do lince,&lt;br /&gt;A falta de unidade na matéria!&lt;br /&gt;Os esqueletos desarticulados,&lt;br /&gt;Livres do acre fedor das carnes mortas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodopiavam, com as brancas tíbias tortas,&lt;br /&gt;Numa dança de números quebrados!&lt;br /&gt;Todas as divindades malfazejas,&lt;br /&gt;Siva e Arimã, os duendes, o In e os trasgos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imitando o barulho dos engasgos,&lt;br /&gt;Davam pancadas no adro das igrejas.&lt;br /&gt;Nessa hora de monólogos sublimes,&lt;br /&gt;A companhia dos ladrões da noite,&lt;br /&gt;Buscando uma tavernas que os açoite,&lt;br /&gt;Vai pela escuridão pensando crimes.&lt;br /&gt;Perpetravam-se os atos mais funestos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o luar, da cor de um doente de icterícia,&lt;br /&gt;Iluminava, a rir, sem pudicícia,&lt;br /&gt;A camisa vermelha dos incestos.&lt;br /&gt;Ninguém, de certo, estava ali, a espiar-me,&lt;br /&gt;Mas um lampião, lembrava ante a meu rosto,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sugestionador olho, ali posto&lt;br /&gt;De propósito, para hipnotizar-me!&lt;br /&gt;Em tudo, então, meus olhos distinguiram&lt;br /&gt;Da miniatura singular de uma aspa,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À anatomia mínima da caspa,&lt;br /&gt;Embriões de mundos que não progrediram!&lt;br /&gt;Pois quem não vê aí, em qualquer rua,&lt;br /&gt;Com a fina nitidez de um claro jorro,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na paciência budista do cachorro&lt;br /&gt;A alma embrionária que não continua?!&lt;br /&gt;Ser cachorro! Ganir incompreendidos&lt;br /&gt;Verbos! Querer dizer-nos que não finge,&lt;br /&gt;E a palavra embrulhar-se no laringe,&lt;br /&gt;Escapando-se apenas em latidos!&lt;br /&gt;Despir a putrescível forma tosca,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na atra dissolução que tudo inverte,&lt;br /&gt;Deixar cair sobre a barriga inerte&lt;br /&gt;O apetite necrófago da mosca!&lt;br /&gt;A alma dos animais! Pego-a, distingo-a,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho-a nesse interior duelo secreto&lt;br /&gt;Entre a ânsia de um vocábulo completo&lt;br /&gt;E uma expressão que não chegou à língua!&lt;br /&gt;Surpreendo-a em quatrilhões de corpos vivos,&lt;br /&gt;Nos antiperistálticos abalos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que produzem nos bois e nos cavalos&lt;br /&gt;A contração dos gritos instintivos!&lt;br /&gt;Tempo viria, em que, daquele horrendo&lt;br /&gt;Caos de corpos orgânicos disformes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rebentariam cérebros enormes,&lt;br /&gt;Como bolhas febris de água, fervendo!&lt;br /&gt;Nessa época que os sábios não ensinam,&lt;br /&gt;A pedra dura, os montes argilosos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criariam feixes de cordões nervosos&lt;br /&gt;E o neuroplasma dos que raciocinam!&lt;br /&gt;Almas pigméias! Deus subjuga-as, cinge-as&lt;br /&gt;À imperfeição! Mas vem o Tempo, e vence-O,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o meu sonho crescia no silêncio,&lt;br /&gt;Maior que as epopéias carolíngias!&lt;br /&gt;Era a revolta trágica dos tipos&lt;br /&gt;Ontogênicos mais elementares,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde os foraminíferos dos mares&lt;br /&gt;À grei liliputiana dos pólipos.&lt;br /&gt;Todos os personagens da tragédia,&lt;br /&gt;Cansados de viver na paz de Buda,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pareciam pedir com a boca muda&lt;br /&gt;A ganglionária célula intermédia.&lt;br /&gt;A planta que a canícula ígnea torra,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as coisas inorgânicas mais nulas&lt;br /&gt;Apregoavam encéfalos, medulas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na alegria guerreira da desforra!&lt;br /&gt;Os protistas e o obscuro acervo rijo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos espongiários e dos infusórios&lt;br /&gt;Recebiam com os seus órgãos sensórios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O triunfo emocional do regozijo!&lt;br /&gt;E apesar de já ser assim tão tarde,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela humanidade parasita,&lt;br /&gt;Como um bicho inferior, berrava, aflita,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu temperamento de covarde!&lt;br /&gt;Mas, refletindo, a sós, sobre o meu caso,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi que, igual a um amniota subterrâneo,&lt;br /&gt;Jazia atravessada no meu crânio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A intercessão fatídica do atraso!&lt;br /&gt;A hipótese genial do microzima&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me estrangulava o pensamento guapo,&lt;br /&gt;E eu me encolhia todo como um sapo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tem um peso incômodo por cima!&lt;br /&gt;Nas agonias do delirium-tremens,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os bêbados alvares que me olhavam,&lt;br /&gt;Com os copos cheios esterilizavam&lt;br /&gt;A substância prolífica dos semens!&lt;br /&gt;Enterravam as mãos dentro das goelas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sacudidos de um tremor indômito&lt;br /&gt;Expeliam, na dor forte do vômito,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um conjunto de gosmas amarelas.&lt;br /&gt;Iam depois dormir nos lupanares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde, na glória da concupiscência,&lt;br /&gt;Depositavam quase sem consciência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As derradeiras forças musculares.&lt;br /&gt;Fabricavam destarte os blastodermas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cujo repugnante receptáculo&lt;br /&gt;Minha perscrutação via o espetáculo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uma progênie idiota de palermas.&lt;br /&gt;Prostituição ou outro qualquer nome,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tua causa, embora o homem te aceite,&lt;br /&gt;É que as mulheres ruins ficam sem leite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os meninos sem pai morrem de fome!&lt;br /&gt;Por que há de haver aqui tantos enterros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá no "Engenho" também, a morte é ingrata...&lt;br /&gt;Há o malvado carbúnculo que mata&lt;br /&gt;A sociedade infante dos bezerros!&lt;br /&gt;Quantas moças que o túmulo reclama!&lt;br /&gt;E após a podridão de tantas moças,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os porcos espojando-se nas poça&lt;br /&gt;Da virgindade reduzida à lama!&lt;br /&gt;Morte, ponto final da última cena,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Forma difusa da matéria imbele,&lt;br /&gt;Minha filosofia te repele,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu raciocínio enorme te condena!&lt;br /&gt;Diante de ti, nas catedrais mais ricas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rolam sem eficácia os amuletos,&lt;br /&gt;Oh! Senhora dos nossos esqueletos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E da caveiras diárias que fabricas!&lt;br /&gt;E eu desejava ter, numa ânsia rara,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao pensar nas pessoas que perdera,&lt;br /&gt;A inconsciência das máscaras de cera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a gente prega, com um cordão, na cara!&lt;br /&gt;Era um sonho ladrão de submergir-me&lt;br /&gt;Fazer da parte abstrata do Universo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha morada equilibrada e firme!&lt;br /&gt;Nisto, pior que o remorso do assassino,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reboou, tal qual, num fundo de caverna,&lt;br /&gt;Numa impressionadora voz interna,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O eco particular do meu Destino:&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-3742399110925493762?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/3742399110925493762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/3742399110925493762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/as-cismas-do-destino-ii.html' title='AS CISMAS DO DESTINO II'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-7184716847868141584</id><published>2009-01-24T16:22:00.001-08:00</published><updated>2009-04-09T05:31:03.136-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HOMEM'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AS CISMAS DO DESTINO'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AUGUSTO DOS ANJOS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homens'/><title type='text'>AS CISMAS DO DESTINO III</title><content type='html'>III&lt;br /&gt;"Homem! por mais que a Idéia desintegres,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessas perquisições que não têm pausa,&lt;br /&gt;Jamais, magro homem, saberás a causa&lt;br /&gt;De todos os fenômenos alegres!&lt;br /&gt;Em vão, com a bronca enxada árdega, sondas&lt;br /&gt;A estéril terra, e a hialina lâmpada oca,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trazes, por perscrutar (oh! ciência louca!)&lt;br /&gt;O conteúdo das lágrima hediondas.&lt;br /&gt;Negro e sem fim é esse em que te mergulhas&lt;br /&gt;Lugar do Cosmos, onde a dor infrene&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É feita como é feito o querosene&lt;br /&gt;Nos recôncavos úmidos das hulhas!&lt;br /&gt;Porque, para que a Dor perscrutes, fora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mister que, não como és, em síntese, antes&lt;br /&gt;Fosses, a refletir teus semelhantes,&lt;br /&gt;A própria humanidade sofredora!&lt;br /&gt;A universal complexidade é que Ela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreende. E se, por vezes, se divide,&lt;br /&gt;Mesmo ainda assim, seu todo não reside&lt;br /&gt;No quociente isolado da parcela!&lt;br /&gt;Ah! Como o ar imortal a Dor não finda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das papilas nervosas que há nos tatos&lt;br /&gt;Veio e vai desde os tempos mais transatos&lt;br /&gt;Para outros tempos que hão de vir ainda!&lt;br /&gt;Como o machucamento das insônias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te estraga, quando toda a estuada Idéia&lt;br /&gt;Dás ao sôfrego estudo da ninféia&lt;br /&gt;E de outras plantas dicotiledôneas!&lt;br /&gt;A diáfana água alvíssima e a hórrida áscua&lt;br /&gt;Que da ígnea flama bruta, estriada, espirra;&lt;br /&gt;A formação molecular da mirra,&lt;br /&gt;O cordeiro simbólico da Páscoa;&lt;br /&gt;As rebeladas cóleras que rugem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No homem civilizado, e a ele se prendem&lt;br /&gt;Como às pulseiras que os mascates vendem&lt;br /&gt;A aderência teimosa da ferrugem;&lt;br /&gt;O orbe feraz que bastos tojos acres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produz; a rebelião que, na batalha,&lt;br /&gt;Deixa os homens deitados, sem mortalha,&lt;br /&gt;Na sangueira concreta dos massacres;&lt;br /&gt;Os sanguinolentíssimos chicotes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da hemorragia; as nódoas mais espessas,&lt;br /&gt;O achatamento ignóbil das cabeças,&lt;br /&gt;Que ainda degrada os povos hotentotes;&lt;br /&gt;O Amor e a Fome, a fera ultriz que o fojo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entra, à espera que a mansa vítima o entre,&lt;br /&gt;-Tudo que gera no materno ventre&lt;br /&gt;A causa fisiológica do nojo;&lt;br /&gt;As pálpebras inchadas na vigília,&lt;br /&gt;As aves moças que perderam a asa,&lt;br /&gt;O fogão apagado de uma casa,&lt;br /&gt;Onde morreu o chefe da família;&lt;br /&gt;O trem particular que um corpo arrasta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinistramente pela via férrea,&lt;br /&gt;A cristalização da massa térrea,&lt;br /&gt;O tecido da roupa que se gasta;&lt;br /&gt;A água arbitrária que hiulcos caules grossos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carrega e come; as negras formas feias&lt;br /&gt;Dos aracnídeos e das centopéias,&lt;br /&gt;O fogo-fátuo que ilumina os ossos;&lt;br /&gt;As projeções flamívomas que ofusca,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como uma pincelada rembrandtesca,&lt;br /&gt;A sensação que uma coalhada fresca&lt;br /&gt;Transmite às mãos nervosas dos que a buscam;&lt;br /&gt;O antagonismo de Tifon e Osíris,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem grande oprimido o homem pequeno,&lt;br /&gt;A lua falsa de um parasseleno,&lt;br /&gt;A mentira meteórica do arco-íris;&lt;br /&gt;Os terremotos que, abalando os solos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembram paióis de pólvora explodindo,&lt;br /&gt;A rotação dos fluidos produzindo&lt;br /&gt;A depressão geológica dos pólos;&lt;br /&gt;O instinto de procriar, a ânsia legítima&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da alma, afrontando ovante aziagos riscos,&lt;br /&gt;O juramento dos guerreiros priscos&lt;br /&gt;Metendo as mãos nas glândulas da vítima;&lt;br /&gt;As diferenciações que o psicoplasma&lt;br /&gt;Humano sofre na mania mística,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesada opressão característica&lt;br /&gt;Dos 10 minutos de um acesso de asma;&lt;br /&gt;E, (conquanto contra isto ódios regougues)&lt;br /&gt;A utilidade fúnebre da corda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que arrasta a rês, depois que a rês engorda,&lt;br /&gt;À morte desgraçada dos açougues...&lt;br /&gt;Tudo isto que o terráqueo abismo encerra&lt;br /&gt;Forma a complicação desse barulho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Travado entre o dragão do humano orgulho&lt;br /&gt;E as forças inorgânica da terra!&lt;br /&gt;Por descobrir tudo isso, embalde cansas!&lt;br /&gt;Ignoto é o gérmen dessa força ativa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que engendra, em cada célula passiva,&lt;br /&gt;A heterogeneidade das mudanças!&lt;br /&gt;Poeta, feto malsão, criado com os sucos&lt;br /&gt;De um leite mau, carnívoro asqueroso,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gerado no atavismo monstruoso&lt;br /&gt;Da alma desordenada dos malucos;&lt;br /&gt;Última das criaturas inferiores&lt;br /&gt;Governada por átomos mesquinhos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teu pé mata uberdade dos caminhos&lt;br /&gt;E esteriliza os ventres geradores!&lt;br /&gt;O áspero mal que a tudo, em torno, trazes,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Análogo é ao que, negro e a seu turno,&lt;br /&gt;Traz o ávido filóstomo noturno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao sangue dos mamíferos vorazes!&lt;br /&gt;Ah! Por mais que, com o espírito, trabalhes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A perfeição dos seres existentes,&lt;br /&gt;Hás de mostras a cárie dos teus dentes&lt;br /&gt;Na anatomia horrenda dos detalhes!&lt;br /&gt;O Espaço -esta abstração spencereana&lt;br /&gt;Que abrange as relações de coexistência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só! Não tem nenhuma dependência&lt;br /&gt;Com as vértebras mortais da espécie humana!&lt;br /&gt;As radiantes elipses que as estrelas&lt;br /&gt;Traçam, e ao espectador falsas se antolham&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São verdades de luz que os homens olham&lt;br /&gt;Sem poder, no entretanto, compreendê-las.&lt;br /&gt;Em vão, com a mão corrupta, outro éter pedes&lt;br /&gt;Que essa mão, de esqueléticas falanges,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro dessa água que com a vista abranges,&lt;br /&gt;Também prova o princípio de Arquimedes!&lt;br /&gt;A fadiga feroz que te esbordoa&lt;br /&gt;Há de deixar-te essa medonha marca,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que, nos corpos inchados de anasarca,&lt;br /&gt;Deixam os dedos de qualquer pessoa!&lt;br /&gt;Nem terás no trabalho que tiveste&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A misericordiosa toalha amiga,&lt;br /&gt;Que afaga os homens doentes de bexiga&lt;br /&gt;E enxuga, à noite, as pústulas da peste!&lt;br /&gt;Quando chegar depois a hora tranqüila,&lt;br /&gt;Tu serás arrastado, na carreira,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um cepo inconsciente de madeira&lt;br /&gt;Na evolução orgânica da argila!&lt;br /&gt;Um dia comparado com um milênio&lt;br /&gt;Seja, pois, o teu último Evangelho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a evolução do novo para o velho&lt;br /&gt;E do homogêneo para o heterogêneo!&lt;br /&gt;Adeus! Fica-te aí, com o abdômen largo&lt;br /&gt;A apodrecer!... És poeira, e embalde vibras!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corvo que comer as tuas fibras&lt;br /&gt;Há de achar nelas um sabor amargo!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-7184716847868141584?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/7184716847868141584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/7184716847868141584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/as-cismas-do-destino-iii.html' title='AS CISMAS DO DESTINO III'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-3784746382048523543</id><published>2009-01-24T16:20:00.000-08:00</published><updated>2009-04-09T05:35:01.530-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulher'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AS CISMAS DO DESTINO'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AUGUSTO DOS ANJOS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MUNDO'/><title type='text'>AS CISMAS DO DESTINO IV</title><content type='html'>IV&lt;br /&gt;Calou-se a voz. A noite era funesta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os queixos, a exibir trismos danados,&lt;br /&gt;Eu puxava os cabelos desgrenhados&lt;br /&gt;Como o rei Lear, no meio da floresta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maldizia, com apóstrofes veementes,&lt;br /&gt;No estentor de mi línguas insurretas,&lt;br /&gt;O convencionalismo das Pandetas&lt;br /&gt;E os textos maus dos códigos recentes!&lt;br /&gt;Minha imaginação atormentada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paria absurdos... Como diabos juntos,&lt;br /&gt;Perseguiam-me os olhos dos defuntos&lt;br /&gt;Com a carne da esclerótica esverdeada.&lt;br /&gt;Secara a clorofila das lavouras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Igual aos sustenidos de uma endecha&lt;br /&gt;Vinha-me às cordas glóticas a queixa&lt;br /&gt;Das coletividades sofredoras.&lt;br /&gt;O mundo resignava-se invertido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas forças principais do seu trabalho...&lt;br /&gt;A gravidade era um princípio falho,&lt;br /&gt;A análise espectral tinha mentido!&lt;br /&gt;O Estado, a Associação, os Municípios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram mortos. De todo aquele mundo&lt;br /&gt;Restava um mecanismo moribundo&lt;br /&gt;E uma teleologia sem princípios.&lt;br /&gt;Eu queria correr, ir para o inferno ,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que, da psique no oculto jogo,&lt;br /&gt;Morressem sufocadas pelo fogo&lt;br /&gt;Todas as impressões do mundo externo!&lt;br /&gt;Mas a Terra negava-me o equilíbrio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Natureza, uma mulher de luto&lt;br /&gt;Cantava, espiando as árvores sem fruto,&lt;br /&gt;A canção prostituta do ludíbrio!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-3784746382048523543?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/3784746382048523543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/3784746382048523543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/as-cismas-do-destino-i.html' title='AS CISMAS DO DESTINO IV'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-5453662789482930581</id><published>2009-01-24T16:17:00.000-08:00</published><updated>2009-04-09T05:37:01.767-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caixa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PAI'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AUGUSTO DOS ANJOS'/><title type='text'>Augusto dos Anjos - DEBAIXO DO TAMARINDO</title><content type='html'>No tempo de meu Pai, sob estes galhos,&lt;br /&gt;Como uma vela fúnebre de cera,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chorei bilhões de vezes com a canseira&lt;br /&gt;De inexorabilíssimos trabalhos!&lt;br /&gt;Hoje, esta árvore, de amplos agasalhos,&lt;br /&gt;Guarda, como uma caixa derradeira,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passado da Flora Brasileira&lt;br /&gt;E a paleontologia dos Carvalhos!&lt;br /&gt;Quando pararem todos os relógios&lt;br /&gt;De minha vida, e a voz dos necrológios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gritar nos noticiários que eu morri,&lt;br /&gt;Voltando à pátria da homogeneidade,&lt;br /&gt;Abraçada com a própria Eternidade&lt;br /&gt;A minha sombra há de ficar aqui!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-5453662789482930581?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/5453662789482930581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/5453662789482930581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/augusto-dos-anjos-debaixo-do-tamarindo.html' title='Augusto dos Anjos - DEBAIXO DO TAMARINDO'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-1746480991353404917</id><published>2009-01-24T16:16:00.000-08:00</published><updated>2009-04-09T05:39:15.956-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='matéria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livre'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nome'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AUGUSTO DOS ANJOS'/><title type='text'>Augusto dos Anjos - O DEUS-VERME</title><content type='html'>Fator universal do transformismo.&lt;br /&gt;Filho da teleológica matéria,&lt;br /&gt;Na superabundância ou na miséria,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verme -é o seu nome obscuro de batismo.&lt;br /&gt;Jamais emprega o acérrimo exorcismo&lt;br /&gt;Em sua diária ocupação funérea,&lt;br /&gt;E vive em contubérnio com a bactéria,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livre das roupas do antropomorfismo.&lt;br /&gt;Almoça a podridão das drupas agras,&lt;br /&gt;Janta hidrópicos, rói vísceras magras&lt;br /&gt;E dos defuntos novos incha a mão...&lt;br /&gt;Ah! Para ele é que a carne podre fica,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no inventário da matéria rica&lt;br /&gt;Cabe aos seus filhos a maior porção!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-1746480991353404917?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/1746480991353404917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/1746480991353404917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/augusto-dos-anjos-o-deus-verme.html' title='Augusto dos Anjos - O DEUS-VERME'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-1686819298266191480</id><published>2009-01-24T16:15:00.000-08:00</published><updated>2009-04-09T05:40:37.733-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='VERSOS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alma'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='latindo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AUGUSTO DOS ANJOS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='força'/><title type='text'>Augusto dos Anjos - VERSOS A UM CÃO</title><content type='html'>Que força pôde adstrita a embriões informes,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tua garganta estúpida arrancar&lt;br /&gt;Do segredo da célula ovular&lt;br /&gt;Para latir nas solidões enormes?!&lt;br /&gt;Esta obnóxia inconsciência, em que tu dormes,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suficientíssima é, para provar&lt;br /&gt;A incógnita alma, avoenga e elementar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos teus antepassados vermiformes.&lt;br /&gt;Cão! -Alma de inferior rapsodo errante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resigna-a, ampara-a, arrima-a, afaga-a, acode-a&lt;br /&gt;A escala dos latidos ancestrais...&lt;br /&gt;E irá assim, pelos séculos, adiante,&lt;br /&gt;Latindo a esquisitíssima prosódia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-1686819298266191480?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/1686819298266191480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/1686819298266191480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/augusto-dos-anjos-versos-um-cao.html' title='Augusto dos Anjos - VERSOS A UM CÃO'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-6141954919993275512</id><published>2009-01-24T16:14:00.000-08:00</published><updated>2009-04-09T05:41:48.548-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sangue'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='morfogênese'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FILHO'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AUGUSTO DOS ANJOS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='SONETO'/><title type='text'>Augusto dos Anjos - SONETO</title><content type='html'>Ao meu primeiro filho nascido&lt;br /&gt;morto com 7 meses incompletos.&lt;br /&gt;2 fevereiro 1911&lt;br /&gt;Agregado infeliz de sangue e cal,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fruto rubro de carne agonizante,&lt;br /&gt;Filho da grande força fecundante&lt;br /&gt;De minha brônzea trama neuronial,&lt;br /&gt;Que poder embriológico fatal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destruiu, com a sinergia de um gigante,&lt;br /&gt;Em tua morfogênese de infante&lt;br /&gt;A minha morfogênese ancestral?!&lt;br /&gt;Porção de minha plásmica substância,&lt;br /&gt;Em que lugar irás passar a infância,&lt;br /&gt;Tragicamente anônimo, a feder?!&lt;br /&gt;Ah! Possas tu dormir, feto esquecido,&lt;br /&gt;Panteisticamente dissolvido&lt;br /&gt;Na noumenalidade do NÃO SER!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-6141954919993275512?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/6141954919993275512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/6141954919993275512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/augusto-dos-anjos-soneto.html' title='Augusto dos Anjos - SONETO'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-2457074236307715532</id><published>2009-01-24T16:13:00.000-08:00</published><updated>2009-04-09T05:49:22.556-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='animais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='POEMA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AUGUSTO DOS ANJOS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homens'/><title type='text'>Augusto dos Anjos - IDEALIZACAO DA HUMANIDADE FUTURA</title><content type='html'>Rugia nos meus centros cerebrais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A multidão dos séculos futuros&lt;br /&gt;-Homens que a herança de ímpetos impuros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornara etnicamente irracionais!&lt;br /&gt;Não sei que livro, em letras garrafais,&lt;br /&gt;Meus olhos liam! No húmus do monturos,&lt;br /&gt;Realizavam-se os partos mais obscuros,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre as genealogias animais!&lt;br /&gt;Como quem esmigalha protozoários&lt;br /&gt;Meti todos os dedos mercenários&lt;br /&gt;Na consciência daquela multidão...&lt;br /&gt;E, em vez de achar a luz que os Céus inflama,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente achei moléculas de lama&lt;br /&gt;E a mosca alegre da putrefação!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-2457074236307715532?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/2457074236307715532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/2457074236307715532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/augusto-dos-anjos-idealizacao-da.html' title='Augusto dos Anjos - IDEALIZACAO DA HUMANIDADE FUTURA'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-8770713994565568471</id><published>2009-01-24T16:11:00.000-08:00</published><updated>2009-04-09T05:51:50.323-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='POEMA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corpo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FILHO'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AUGUSTO DOS ANJOS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cabeça'/><title type='text'>Augusto dos Anjos - O LAZARO DA PATRIA</title><content type='html'>Filho podre de antigos Goitacases,&lt;br /&gt;Em qualquer parte onde a cabeça ponha,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa circunferências de peçonha,&lt;br /&gt;Marcas oriundas de úlceras e antrazes.&lt;br /&gt;Todos os cinocéfalos vorazes&lt;br /&gt;Cheiram seu corpo. À noite, quando sonha,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sente no tórax a pressão medonha&lt;br /&gt;Do bruto embate férreo das tenazes.&lt;br /&gt;Mostra aos montes e aos rígidos rochedos&lt;br /&gt;A hedionda elefantíase dos dedos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um cansaço no Cosmo... Anoitece.&lt;br /&gt;Riem as meretrizes no Cassino,&lt;br /&gt;E o Lázaro caminha em seu destino&lt;br /&gt;Para um fim que ele mesmo desconhece!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-8770713994565568471?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/8770713994565568471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/8770713994565568471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/augusto-dos-anjos-o-lazaro-da-patria.html' title='Augusto dos Anjos - O LAZARO DA PATRIA'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-6285889590697716299</id><published>2009-01-24T16:08:00.000-08:00</published><updated>2009-04-09T06:03:45.059-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='incógnitas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='centrípeta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AUGUSTO DOS ANJOS'/><title type='text'>Augusto dos Anjos - A IDEIA</title><content type='html'>De onde ela vem?! De que matéria bruto&lt;br /&gt;Vem essa luz que sobre as nebulosas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cai de incógnitas criptas misteriosas&lt;br /&gt;Como as estalactites duma gruta?!&lt;br /&gt;Vem da psicogenética e alta luta&lt;br /&gt;Do feixe de moléculas nervosas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que, em desintegrações maravilhosas,&lt;br /&gt;Delibera, e depois, quer e executa!&lt;br /&gt;Vem do encéfalo absconso que a constringe,&lt;br /&gt;Chega em seguida às cordas do laringe,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tísica, tênue, mínima, raquítica...&lt;br /&gt;Quebra a força centrípeta que a amarra,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, de repente, e quase morta, esbarra&lt;br /&gt;No molambo da língua paralítica!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-6285889590697716299?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/6285889590697716299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/6285889590697716299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/augusto-dos-anjos-ideia.html' title='Augusto dos Anjos - A IDEIA'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-8157614569590047241</id><published>2009-01-24T16:02:00.000-08:00</published><updated>2009-04-09T06:07:10.445-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AUGUSTO DOS ANJOS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='boca'/><title type='text'>PSICOLOGIA DE UM VENCIDO</title><content type='html'>Eu, filho do carbono e do amoníaco,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Monstro de escuridão e rutilância,&lt;br /&gt;Sofro, desde a epigênese da infância,&lt;br /&gt;A influência má dos signos do zodíaco.&lt;br /&gt;Profundissimamente hipocondríaco,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ambiente me causa repugnância...&lt;br /&gt;Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia&lt;br /&gt;Que se escapa da boca de um cardíaco.&lt;br /&gt;Já o verme -este operário das ruínas -&lt;br /&gt;Que o sangue podre das carnificinas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Come, e à vida em geral declara guerra,&lt;br /&gt;Anda a espreitar meus olhos para roê-los,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E há de deixar-me apenas os cabelos,&lt;br /&gt;Na frialdade inorgânica da terra!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-8157614569590047241?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/8157614569590047241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/8157614569590047241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/psicologia-de-um-vencido.html' title='PSICOLOGIA DE UM VENCIDO'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-2975536372736181559</id><published>2009-01-24T16:00:00.000-08:00</published><updated>2009-04-09T06:11:17.104-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='olho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DEUS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='POEMA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quarto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AUGUSTO DOS ANJOS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='NOITE'/><title type='text'>Augusto dos Anjos - O MORCEGO</title><content type='html'>O MORCEGO&lt;br /&gt;Meia-noite. Ao meu quarto me recolho.&lt;br /&gt;Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na bruta ardência orgânica da sede,&lt;br /&gt;Morde-me a goela ígneo e escaldante molho.&lt;br /&gt;"Vou mandar levantar outra parede..."&lt;br /&gt;-Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho,&lt;br /&gt;Circularmente sobre a minha rede!&lt;br /&gt;Pego de um pau. Esforços faço. Chego&lt;br /&gt;A tocá-lo. Minh'alma se concentra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ventre produziu tão feio parto?!&lt;br /&gt;A Consciência Humana é este morcego!&lt;br /&gt;Por mais que a gente faça, à noite, ele entra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imperceptivelmente em nosso quarto!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-2975536372736181559?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/2975536372736181559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/2975536372736181559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/augusto-dos-anjos-o-morcego.html' title='Augusto dos Anjos - O MORCEGO'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-1912509343769477829</id><published>2009-01-24T15:59:00.000-08:00</published><updated>2009-04-09T06:26:49.044-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='POEMA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MORTE'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AUGUSTO DOS ANJOS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='assombra'/><title type='text'>Augusto dos Anjos - AGONIA DE UM FILOSOFO</title><content type='html'>Consulto o Phtah-Hotep. Leio o obsoleto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rig-Veda. E, ante obras tais, me não consolo...&lt;br /&gt;O Inconsciente me assombra e eu nele rolo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a eólica fúria do harmatã inquieto!&lt;br /&gt;Assisto agora à morte de um inseto!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! todos os fenômenos do solo&lt;br /&gt;Parecem realizar de pólo a pólo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ideal de Anaximandro de Mileto!&lt;br /&gt;No hierático areópago heterogêneo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das idéias, percorro como um gênio&lt;br /&gt;Desde a alma de Haeckel à alma cenobial!...&lt;br /&gt;Rasgo dos mundos o velário espesso;&lt;br /&gt;E em tudo, igual a Goethe, reconheço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O império da substância universal!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-1912509343769477829?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/1912509343769477829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/1912509343769477829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/augusto-dos-anjos-agonia-de-um-filosofo.html' title='Augusto dos Anjos - AGONIA DE UM FILOSOFO'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-3844083141772457755</id><published>2009-01-24T15:56:00.000-08:00</published><updated>2009-04-09T06:29:01.002-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='POEMA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estrangulada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AUGUSTO DOS ANJOS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='NOITE'/><title type='text'>Augusto dos Anjos - MONOLOGO DE UMA SOMBRA</title><content type='html'>"Sou uma Sombra! Venho de outras eras,&lt;br /&gt;Do cosmopolitismo das moneras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pólipo de recônditas reentrâncias,&lt;br /&gt;Larva de caos telúrico, procedo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da escuridão do cósmico segredo,&lt;br /&gt;Da substância de todas as substâncias!&lt;br /&gt;A Simbiose das coisas me equilibra.&lt;br /&gt;Em minha ignota mônada, ampla, vibra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alma dos movimentos rotatórios...&lt;br /&gt;E é de mim que decorrem, simultâneas,&lt;br /&gt;A saúde das forças subterrâneas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a morbidez dos seres ilusórios!&lt;br /&gt;Pairando acima dos mundanos tetos,&lt;br /&gt;Não conheço o acidente da Senectus&lt;br /&gt;-Esta universitária sanguessuga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que produz, sem dispêndio algum de vírus,&lt;br /&gt;O amarelecimento do papírus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a miséria anatômica da ruga!&lt;br /&gt;Na existência social, possuo uma arma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O metafisicismo de Abidarma -&lt;br /&gt;E trago, sem bramânicas tesouras,&lt;br /&gt;Como um dorso de azêmola passiva,&lt;br /&gt;A solidariedade subjetiva&lt;br /&gt;De todas as espécies sofredoras.&lt;br /&gt;Com um pouco de saliva quotidiana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mostro meu nojo à Natureza Humana.&lt;br /&gt;A podridão me serve de Evangelho...&lt;br /&gt;Amo o esterco, os resíduos ruins dos quiosques&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o animal inferior que urra nos bosques&lt;br /&gt;É com certeza meu irmão mais velho!&lt;br /&gt;Tal qual quem para o próprio túmulo olha,&lt;br /&gt;Amarguradamente se me antolha,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À luz do americano plenilúnio,&lt;br /&gt;Na alma crepuscular de minha raça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como uma vocação para a Desgraça&lt;br /&gt;E um tropismo ancestral para o Infortúnio.&lt;br /&gt;Aí vem sujo, a coçar chagas plebéias,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trazendo no deserto das idéias&lt;br /&gt;O desespero endêmico do inferno,&lt;br /&gt;Com a cara hirta, tatuada de fuligens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse mineiro doido das origens,&lt;br /&gt;Que se chama o Filósofo Moderno!&lt;br /&gt;Quis compreender, quebrando estéreis normas,&lt;br /&gt;A vida fenomênica das Formas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que, iguais a fogos passageiros, luzem...&lt;br /&gt;E apenas encontrou na idéia gasta,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O horror dessa mecânica nefasta,&lt;br /&gt;A que todas as coisas se reduzem!&lt;br /&gt;E hão de achá-lo, amanhã, bestas agrestes,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a esteira sarcófaga das pestes&lt;br /&gt;A mostrar, já nos últimos momentos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como quem se submete a uma charqueada,&lt;br /&gt;Ao clarão tropical da luza danada,&lt;br /&gt;O espólio dos seus dedos peçonhentos.&lt;br /&gt;Tal a finalidade dos estames!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele viverá, rotos os liames&lt;br /&gt;Dessa estranguladora lei que aperta&lt;br /&gt;Todos os agregados perecíveis,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas esterizações indefiníveis&lt;br /&gt;Da energia intra-atômica liberta!&lt;br /&gt;Será calor, causa ubíqua de gozo,&lt;br /&gt;Raio X, magnetismo misterioso,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quimiotaxia, ondulação aérea,&lt;br /&gt;Fonte de repulsões e de prazeres,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonoridade potencial dos seres,&lt;br /&gt;Estrangulada dentro da matéria!&lt;br /&gt;E o que ele foi: Clavículas, abdômen,&lt;br /&gt;O coração, a boca, em síntese, o Homem,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Engrenagem de vísceras vulgares -&lt;br /&gt;Os dedos carregados de peçonha,&lt;br /&gt;Tudo coube na lógica medonha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos apodrecimentos musculares!&lt;br /&gt;A desarrumação dos intestinos&lt;br /&gt;Assombra! Vede-a! Os vermes assassinos&lt;br /&gt;Dentro daquela massa que o húmus come,&lt;br /&gt;Numa glutoneria hedionda, brincam,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como as cadelas que as dentuças trincam&lt;br /&gt;No espasmo fisiológico da fome.&lt;br /&gt;É uma trágica festa emocionante!&lt;br /&gt;A bacteriologia inventariante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toma conta do corpo que apodrece...&lt;br /&gt;E até os membros da família engulham,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendo as larvas malignas que se embrulham&lt;br /&gt;No cadáver malsão, fazendo um s.&lt;br /&gt;E foi então para isto que esse doudo&lt;br /&gt;Estragou o vibrátil plasma todo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À herança miserável de micróbios!&lt;br /&gt;Estoutro agora é o sátiro peralta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o sensualismo sodomista exalta,&lt;br /&gt;Nutrindo sua infâmia a leite e a trigo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como que, em suas células vilíssimas,&lt;br /&gt;Há estratificações requintadíssimas,&lt;br /&gt;De uma animalidade sem castigo.&lt;br /&gt;Brancas bacantes bêbedas o beijam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas artérias hírcicas latejam,&lt;br /&gt;Sentindo o odor das carnações abstêmias,&lt;br /&gt;E à noite, vai gozar, ébrio de vício,&lt;br /&gt;No sombrio bazar do meretrício,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cuspo afrodisíaco das fêmeas.&lt;br /&gt;No horror de sua anômala nevrose,&lt;br /&gt;Toda a sensualidade da simbiose,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uivando, à noite, em lúbricos arroubos,&lt;br /&gt;Como no babilônico sansara,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembra a fome incoercível que escancara&lt;br /&gt;A mucosa carnívora dos lobos.&lt;br /&gt;Sôfrego, o monstro as vítimas aguarda.&lt;br /&gt;Negra paixão congênita, bastarda,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do seu zooplasma ofídico resulta...&lt;br /&gt;E explode, igual à luz que o ar acomete,&lt;br /&gt;Com a veemência mavórtica do aríete&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os arremessos de uma catapulta.&lt;br /&gt;Mas muitas vezes, quando a noite avança,&lt;br /&gt;Hirto, observa através a tênue trança&lt;br /&gt;Dos filamentos fluídicos de um halo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A destra descarnada de um duende,&lt;br /&gt;Que, tateando nas tênebras, se estende&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro da noite má, para agarrá-lo!&lt;br /&gt;Cresce-lhe a intracefálica tortura,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de su'alma na caverna escura,&lt;br /&gt;Fazendo ultra-epiléticos esforços,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acorda, com os candeeiros apagados,&lt;br /&gt;Numa coreografia de danados,&lt;br /&gt;A família alarmada dos remorsos.&lt;br /&gt;É o despertar de um povo subterrâneo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a fauna cavernícola do crânio&lt;br /&gt;-Macbeths da patológica vigília,&lt;br /&gt;Mostrando, em rembrandtescas telas várias,&lt;br /&gt;As incestuosidades sanguinárias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ele tem praticado na família.&lt;br /&gt;As alucinações tácteis pululam.&lt;br /&gt;Sente que megatérios o estrangulam...&lt;br /&gt;A asa negra das moscas o horroriza;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E autopsiando a amaríssima existência&lt;br /&gt;Encontra um cancro assíduo na consciência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E três manchas de sangue na camisa!&lt;br /&gt;Míngua-se o combustível da lanterna&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a consciência do sátiro se inferna,&lt;br /&gt;Reconhecendo, bêbedo de sono,&lt;br /&gt;Na própria ânsia dionísica do gozo,&lt;br /&gt;Essa necessidade de horroroso,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que é talvez propriedade do carbono!&lt;br /&gt;Ah! Dentro de toda a alma existe a prova&lt;br /&gt;De que a dor como um dartro se renova,&lt;br /&gt;Quando o prazer barbaramente a ataca...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim também, observa a ciência crua,&lt;br /&gt;Dentro da elipse ignívoma da lua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade de uma esfera opaca.&lt;br /&gt;Somente a Arte, esculpindo a humana mágoa,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abranda as rochas rígidas, torna água&lt;br /&gt;Todo o fogo telúrico profundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E reduz, sem que, entanto, a desintegre,&lt;br /&gt;À condição de uma planície alegre,&lt;br /&gt;A aspereza orográfica do mundo!&lt;br /&gt;Provo desta maneira ao mundo odiento&lt;br /&gt;Pelas grandes razões do sentimento,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem os métodos da abstrusa ciência fria&lt;br /&gt;E os trovões gritadores da dialética,&lt;br /&gt;Que a mais alta expressão da dor estética&lt;br /&gt;Consiste essencialmente na alegria.&lt;br /&gt;Continua o martírio das criaturas:&lt;br /&gt;-O homicídio nas vielas mais escuras,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O ferido que a hostil gleba atra escarva,&lt;br /&gt;-O último solilóquio dos suicidas -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu sinto a dor de todas essas vidas&lt;br /&gt;Em minha vida anônima de larval!"&lt;br /&gt;Disse isto a Sombra. E, ouvindo estes vocábulos,&lt;br /&gt;Da luz da lua aos pálidos venábulos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ânsia de um nervosíssimo entusiasmo,&lt;br /&gt;Julgava ouvir monótonas corujas,&lt;br /&gt;Executando, entre caveiras sujas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A orquestra arrepiadora do sarcasmo!&lt;br /&gt;Era a elegia panteísta do Universo,&lt;br /&gt;Na podridão do sangue humano imerso,&lt;br /&gt;Prostituído talvez, em suas bases...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a canção da Natureza exausta,&lt;br /&gt;Chorando e rindo na ironia infausta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da incoerência infernal daquelas frases.&lt;br /&gt;E o turbilhão de tais fonemas acres&lt;br /&gt;Trovejando grandíloquos massacres,&lt;br /&gt;Há de ferir-me as auditivas portas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que minha efêmera cabeça&lt;br /&gt;Reverta à quietação da treva espessa&lt;br /&gt;E à palidez das fotosferas mortas!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-3844083141772457755?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/3844083141772457755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/3844083141772457755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2009/01/augusto-dos-anjos-monologo-de-uma.html' title='Augusto dos Anjos - MONOLOGO DE UMA SOMBRA'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-9202035138156606872</id><published>2008-05-13T21:59:00.000-07:00</published><updated>2009-05-19T18:11:33.704-07:00</updated><title type='text'>LINKBACK E PARCEIROS</title><content type='html'>&lt;a href="http://cadastro-gratis.bhsite.com.br"&gt;Guia de Sites na Web - Cadastro Gratis&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://directorio.esquillo.com/" title="Esquillo Directorio"&gt;Estou no Esquillo Directorio&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://diretorio.buscandotudo.com"&gt;Buscando TUDO&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.acheiaqui.com.br"&gt;Achei Aqui&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;font face="Arial, Helvetica" size="1"&gt;&lt;a href="http://www.astrolabio.net" onclick="this.href='http://www.astrolabio.net/buscador';" target="_blank"&gt;&lt;img border="0" src="http://www.astrolabio.net/imagenes/horoscopo-juegos-casino.gif" width="120" height="60" alt="horoscopo, casino, juegos"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;font face="Arial, Helvetica" style="font-size: 7pt"&gt;&lt;a href="http://www.mundotests.com"&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color="#C0C0C0"&gt;tests&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font color="#C0C0C0"&gt; - &lt;/font&gt; &lt;a href="http://www.pokerteo.com"&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color="#C0C0C0"&gt;poker&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font color="#C0C0C0"&gt; - &lt;/font&gt; &lt;a href="http://www.altarot.com"&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color="#C0C0C0"&gt;tarot&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font color="#C0C0C0"&gt; - &lt;/font&gt; &lt;a href="http://www.manicitos.com"&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color="#C0C0C0"&gt;clasificados&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.big-directorio.com/literatura.php" target="_blank"&gt;Literatura en BIG-directorio&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.okonlinecasino.com/pt/vinte-e-um/" target="_blank" title="blackjack" alt="blackjack"&gt;Blackjack&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.gobyus.eu/en" target="_blank"&gt;Web directory&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.okonlinecasino.com/pt/roleta-americana/" target="_blank" title="roleta" alt="roleta"&gt;Roleta&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6747566346925318963-9202035138156606872?l=augusto-dosanjos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/9202035138156606872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6747566346925318963/posts/default/9202035138156606872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://augusto-dosanjos.blogspot.com/2008/05/linkback-e-parceiros.html' title='LINKBACK E PARCEIROS'/><author><name>Pamella</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6747566346925318963.post-5682235927721229477</id><published>2008-01-01T11:15:00.000-08:00</published><updated>2009-04-08T11:16:59.696-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='politica de privacidade'/><title type='text'>Politica de Privacidade</title><content type='html'>&lt;h1&gt;POLÍTICA DE PRIVACIDADE&lt;/h1&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Este site/blog respeita sua privacidade&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Informações&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;Este site/blog não armazena qualquer informação pessoal de seus leitores como nome, endereço ou qualquer outro dado que possa identificá-lo fora da Web.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;O servidor deste site/blog armazena automaticamente o seu endereço IP, Browser, Sistema Operacional, o idioma, a data e a URL utilizada para navegação (Esse procedimento é padrão e todos os blogs e sites da Internet o fazem automaticamente para fins estatísticos)&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Usos&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;Este site/blog não utiliza qualquer dado coletado para fins comerciais. 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